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Patrick Süskind

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Elektra
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Patrick Süskind

Mensagem  Elektra em Qui Dez 09, 2010 8:52 pm

Patrick Süskind





Nascido em Amsbach, na Baviera, Alemanha, no dia 26 de março de 1949,o filho do escritor e jornalista W. E. Süskid, Patrick Süskind, estudou História Moderna e Medieval na Universidade de Munique e, em Aix-em-Provence, na França. Publicou primeiramente alguns contos, entre eles: “Uma Batalha” – incluído em uma antologia, A Pomba, em 1979. Mas foi “O Perfume”, lançado em 1985, seu primeiro livro de sucesso, seguido por “ A História do SR. Sommer” de 1991 e, em 1995, “Três Histórias”. Outro trabalho que lhe deu fama foi o monólogo dramático “O Contrabaixo”.
Muito pouco se sabe sobre a vida de Süskind, que é considerado uma das pessoas mais retraídas do cenário literário alemão. Süskind evita até mesmo noites de autógrafos e não é muito simpático à ideia de transformar seus livros em filmes,com medo de que sejam plagiados ou falsificados. Apesar disso, “o Perfume” foi transformado em filme por Tom Tykwer, tendo estreado em 14 de setembro de 2006.
Além de escritor, Patrick é também roteirista de televisão. Escreveu alguns roteiros para a TV alemã , como o seriado Der ganz normale Wahnsinn. Ao lado de Helmut Fischer escreveu o roteiro de Rossini, uma história que se passa no submundo de Munique. “O Perfume” foi publicado inicialmente em capítulos, no jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung, revivendo a tradição dos folhetins. A série “O Perfume” fez tanto sucesso que ano final daquele mesmo ano (1985) foi transformada em livro. A obra alcançou o topo das listas de best sellers na maioria dos países em que foi publicada.

Obras publicadas

(1981) - O Contra-baixo, teatro (monólogo), Título original: Der Kontrabass
(1981) - Um Combate e Outras Histórias, contos, Título original:Drei Geschichten und eine Betrachtung
(1985) - O Perfume - História de um assassino, romance, Título original: Das Parfum - Die Geschichte eines Mörders
(1987) - A Pomba, novela, Título original: Die Taube
(1991) - A História do Senhor Sommer, novela (ilustrada por (Sempé)[1]), Título original:Die Geschichte von Herrn Sommer
(2006) - Sobre o Amor e a Morte, ensaio.


Última edição por Elektra em Sex Dez 10, 2010 4:28 pm, editado 1 vez(es)

Elektra
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Re: Patrick Süskind

Mensagem  Elektra em Qui Dez 09, 2010 8:59 pm

O PERFUME


História de um assassino






O Perfume é um romance do escritor alemão Patrick Süskind publicado pela primeira vez em 1985.
O título original alemão é "Das Parfum, die Geschichte eines Mörders".

Inspirado nas teorias de Sigmund Freud. O livro conta a história de um homem que possui um olfacto extraordinariamente apurado mas não possui cheiro próprio.
Durante a sua vida teve vários acidentes e doenças, trabalhou como aprendiz de curtidor de peles e depois como aprendiz de perfumista e, graças às suas características, enquanto foi aprendiz de perfumista aprendeu várias técnicas para a criação de um perfume.
Grenouille um dia encontra uma jovem, com um perfume totalmente diferente de todos os outros milhares de perfumes que ele guardava na memória, e acabará por matá-la, com as suas próprias mãos, de tanto desejar apoderar-se do seu odor.
Mas, esta jovem é apenas uma das muitas jovens que o protagonista acaba por matar (25 no total), em busca do perfume perfeito.

A acção divide-se entre o mundo dos perfumes, traduzido pelo título "O Perfume", que servem para encobrir o mundo dos fedores, dos crimes e da hipocrisia que caracterizam a cidade de Paris no século XVIII.

O Perfume é, sem dúvida, um romance estranho. Tendo como palco uma excelente reconstituição da França do século XVIII, modos e hábitos sociais, a história transporta-nos através da vida de Grenouille, um homem que nasceu diferente, viveu diferente e morreu diferente. Dotado de um olfacto extraordinário, o personagem vive numa dimensão alternativa, utilizando o nariz onde o comum dos mortais utilizaria os cinco sentidos. Mais inquietante ainda é o facto de ele próprio ser desprovido de odor corporal, o que leva a sociedade a encará-lo com um misto de indiferença e horror.

Conduzidos pelo olfacto de Grenouille, é nos dada a conhecer uma Paris completamente nova, nauseabunda e putrefacta, infectada pelo pior dos cheiros: o cheiro humano.
Este não é um livro subtil, mas uma experiência agressiva e quase animal. Grenouille não tem consciência, não conhece a moral nem se preocupa com nenhuma forma de vida superior a ele. Grenouille não sente a culpa pois, na verdade, ele não sente nada do que é humano. Acumulando recordações em forma de cheiros, ele vive obcecado com a sua própria ausência de odor. É isso que, em ultima instância, o levará a assassinar sem nunca perceber, realmente, o que era matar, pois para ele, ao preservar o odor das suas vítimas, garantia-lhes a única forma de vida livre possível.

Todo este mundo irreal e de certa forma sobrenatural acaba por ser um pretexto que o autor utiliza engenhosamente a fim de explorar as paixões básicas que movem a humanidade: o erotismo, o poder, a necessidade de afirmação e a procura de si próprio, retratada aqui na busca do perfume ideal. E embora esta seja a história de um assassino, o próprio nome o indica, os crimes acabam por diluir-se na globalidade do livro, como que desculpados pela pureza das intenções destituídas de qualquer tipo de moralidade. Essa frieza e resolução tornam-se mesmo assustadoras quando comparadas com as vidas das outras personagens que cruzam a história, de certa forma mesquinhas ao lado da de um monstro.

A simplicidade com que Grenouille encara a vida é desarmante, e embora saibamos que se trata de uma aberração da natureza, consegue pôr em causa o conceito de vida e o porquê de viver. Enquanto os outros se entretêm em existências superficiais procurando apenas garantias materiais e sociais, ele quer saber quem é, e mesmo a adoração de todos de nada lhe serve quando chega à conclusão de que nunca se poderá descobrir.

É a procura infrutífera da razão da existência que é debatida, pondo a nu inconsistências e perguntas por responder. É por este motivo que o fim deixa um travo amargo, já que não se retiram conclusões e só a dúvida fica no ar.





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Re: Patrick Süskind

Mensagem  Inominável Ser em Sex Dez 10, 2010 9:49 am

Um interessante autor, a contar pelo que é proposto em O Perfume (cujo filme ainda não assisti e, muito menos, li o livro...).

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Re: Patrick Süskind

Mensagem  Elektra em Sex Dez 10, 2010 4:14 pm

O filme é muito bom, mas o livro é algo sublime.Para mim um dos melhores livros de todos os tempos.

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Re: Patrick Süskind

Mensagem  Laracna em Seg Dez 13, 2010 1:17 pm

Já ouvi vários comentarios sobre esse livro, mas também nunca li. Parece ser uma história interessantíssima.

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Re: Patrick Süskind

Mensagem  Elektra em Sex Dez 17, 2010 8:14 pm

É um livro que nos arrebata para outro tempo, outro lugar e a história é por um lado macabra e por outro triste.O assassino é alguém que não tem cheiro e por outro lado é alguém que tem um olfacto apuradissimo, e a única coisa que ele quer é ter cheiro, é ser amado e consegue isso através da morte ao criar um perfume único.
É uma história que mexe connosco em vários aspectos.

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Re: Patrick Süskind

Mensagem  Laracna em Ter Dez 21, 2010 9:05 pm

Ele, o assassino, criando um perfume único, será que criou o perfume da morte?

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Re: Patrick Süskind

Mensagem  Inominável Ser em Qui Dez 23, 2010 10:47 am

Seria, na minha opinião, o perfume da vida. De tanto vivermos atados a correntes e demais prisões, saborearmos, pelo menos uma vez, a dinâmica de uma liberação total de todos os nossos sentidos e instintos é uma experiência retumbantemente divina e digna de nossa existencialidade. É a mensagem que o autor quis passar, conforme compreendi, no livro.

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Re: Patrick Süskind

Mensagem  Elektra em Qui Dez 23, 2010 3:53 pm

Ele criou o cheiro dele,e com isso libertou-se.Conseguiu o seu lugar na vida,na sociedade,conseguiu que olhassem para ele e o vissem ainda que tenha sido por um breve momento e depois foi esquecido.

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Re: Patrick Süskind

Mensagem  Inominável Ser em Ter Dez 28, 2010 10:13 am

Sei muito bem o que ele sentiu...

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Re: Patrick Süskind

Mensagem  Elektra em Ter Dez 28, 2010 8:10 pm

Queres elaborar esse desabafo?....

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Re: Patrick Süskind

Mensagem  Inominável Ser em Ter Jan 04, 2011 5:52 pm

Aqui?

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Re: Patrick Süskind

Mensagem  darkangel em Qua Jan 05, 2011 9:28 am

Porque não?Estas entre amigos Very Happy Em relação ao Perfume só digo que é excelente tanto o livro como o filme,o livro já o li umas 5 ou 6 vezes e não me farto,e o filme está muito bom em quase todos os aspectos e o realizador para mim ganhou quando meteu um actor desconhecido no papel principal.

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Re: Patrick Süskind

Mensagem  Inominável Ser em Qua Jan 05, 2011 1:58 pm

Estou entre amigos, mas as páginas estão abertas para o público de fora...

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Re: Patrick Süskind

Mensagem  Elektra em Qua Jan 05, 2011 4:30 pm

Tens razão...e na maior parte das vezes meros curiosos sondando.

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Re: Patrick Süskind

Mensagem  Inominável Ser em Qua Jan 19, 2011 2:31 pm

Por isso, o silêncio é um pai bem soberano...

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Re: Patrick Süskind

Mensagem  Laracna em Sex Jan 21, 2011 8:20 pm

Concordo com você, Inóminável. Também às vezes gosto muito do silêncio.

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Re: Patrick Süskind

Mensagem  Inominável Ser em Seg Jan 24, 2011 11:54 am

É o mesmo sentimento que move o personagem principal de O Perfume, um silêncio intrigante que, no caso dele, gerador foi de um furação de sangue e violência na busca de um sentido para a sua existência.

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Re: Patrick Süskind

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