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Mitologia Grega

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Inominável Ser
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Mitologia Grega

Mensagem  Inominável Ser em Sab Jan 05, 2013 4:03 pm



Saturno Devorando Seus Filhos - Francisco de Goya



"Se a paciência nos chegar para seguirmos através dos livros, essa corte toda encantada que se chama o panteão dos deuses mitológicos onde encontramos para o deslumbramento da nossa fantasia histórias tão lindas e lendas tão maravilhosas, veremos como positivamente a imaginação dos homens de todas as épocas são em tudo idênticas. Deuses lindos como Apolo, Deusas que a-pesar-de serem de outro continente eram altaneiras e esbeltas como o junco selvagem das nossas matas. Deusas intrépidas como Diana, A Caçadora, que bem poderia ter sido tirada do cinzel intelectual do artista grego, talvez em uma visão de sonho em que lhe tivessem aparecido algumas daquelas destemidas Amazonas do Brasil, embora também corajosas como as brasileiras contem as lendas terem sido as Amazonas da Europa. Deuses que são os próprios astros com todos os seus predicados, fortes como o Sol e suaves como a Lua quando envia à Terra e a toda a amplidão os reflexos de prata de sua imensa cabeleira branca. Deuses que são flores como o lindo narciso azul da beira d'água, o eterno enamorado de si mesmo. Deuses que são trovões e uma vez irados lançam, pelos espaços, os lampejos da sua cólera. Deuses que são Vênus, tentadora do Amor soluçando as suas volúpias pelo Éter em fora em um tal esbanjamento de vibrações sentimentais que fazem , segundo os astrólogos, com que todos aqueles que tenham nascido sob os seus signos estejam continuamente palpitantes de desejo. Eros ou Cupido, deusinho do amor, lindo e traquinas, malicioso e que só sabe acertar a sua seta no coração árido dos homens como também preside para a procriação geral do mundo as leis de todas as multiplicações. Anteros, deus zangado, companheiro de Eros e que segundo as leis dos contrastes, atrapalha todo o mundo amoroso. Ele prejudica a afinidade dos elementos, impede que se confundam os corações amantes, é odiento, e sabe muito bem provocar as discórdias. Sob o signo deste demoniozinho devem ter nascido todos os desencontrados em matéria de coração. Hércules que estrangulou ainda no berço duas cobras mostrando assim a sua origem de filho de Júpiter, contando ainda a lenda que um dia quando mamava, deixando sua mãe Alomena cair uma gota de leite no espaço, desta gota de leite fez-se a via-láctea."

Estér Ferreira Viana Calderon

in: Religiões, Mitos E Crendices

pags.400/401



Inomináveis Saudações a todos.

Confesso que a minha admiração pela Mitologia Grega vem da infância, na qual eu vasculhava os dicionários e livros através de relatos dos Deuses e heróis do panteão grego. Fascinou-me sempre o caráter fantástico e simbólico das histórias; com o tempo, toda essa fascinação foi se incorporando ao meu Ser qual uma grande fonte de inspirações para a moldura primeira dos meus primeiros escritos. Até hoje, a influência da Mitologia Grega apresenta em meus textos e poemas de um modo poderosíssimo, o que também ocorreu com muitos poetas, escritores e artistas, em geral, movidos pelo Poder Das Musas. A Arte, A Poesia, A Literatura, A Música, todos os clássicos fundamentos destas Maravilhas Terrestres devem tudo às narrativas mitológicas, ao sentido altíssimo de todas as histórias contadas e recontadas através dos tempos. É um enredo no qual os Deuses e heróis são nossos representantes maiores no Jogo Universal, diante do qual nos tornamos peças moventes dos Movimentos Cósmicos, criaturas pensantes e atuantes em uma Esfera De Vida de valores e ideais buscados e alcançados se A Busca e O Alcance são dignos da Força De Vontade dos que buscam e dos que alcançam. Falar da Mitologia Grega, uma das mais magnificamente moldadas na História Terrestre, é falar da Narrativa Humana, pois Zeus, Hermes, Ares, Afrodite, Eros, Hércules, Orfeu, Ariadne, Perséfone, Semele, Atena e todos os Seres que nela apresentam-se como Mitos são próximos e distantes a todos nós. Os gregos, mitologicamente, moldaram Seres que se assemelham em nós, em uma determinada proximidade, nos sentimentos, ações e momentos frívolos ou elevados, tais quais nossos momentos de aproximação e distanciamento de nossos Eus; assim, fazendo-os semelhantes a nós, aproximaram-nos uns dos outros. No entanto, os Deuses Gregos distanciam-se pela clara Ascendência Olímpica, A Imortalidade, sendo os Senhores Altos de nossos Destinos, sendo os Baluartes Maiores Do Destino Universal De Todas As Coisas; assim, fazendo-os Senhores Nossos, distanciaram-nos do nosso comum viver. No entanto, o que é mais complexo e torna a Mitologia Grega riquíssima em suas dimensões todas, os Deuses Gregos estão próximos de nós, Afrodite pode ser chamada para intervir em assuntos amorosos de amantes, amados, namorados e afins; Hermes pode servir de protetor dos comerciantes se evocado para tal fim; Atena evocada para assuntos de guerra e intelectivos; Ares, evocado unicamente para os assuntos de guerra, presente em todos os campos de batalha com todas as suas armas; Ceres, adorada para que as boas colheitas do ano sejam férteis; Artémis, Ajudante Elevada para as caçadas nas florestas e as demais caçadas... Os Deuses, na concepção grega, eram as mais diretas explicações para todos os fenômenos naturais e todas as universais medidas das coisas presentes na Criação, de um modo metafisicamente compreendedor e interpretativo das Forças que agiam nesta em todas as direções.

A Religião Grega, em suas diversas formas, rendeu cultos diferenciados aos Deuses em templos específicos, além das festividades anuais e os jogos olímpicos. Como explica Waldomiro Piazza em Religiões Da Humanidade, à página 114:

"O homem reage perante as forças divinas da mesma forma como perante os poderes políticos deste mundo. Em uma civilização como a grega do período clássico, em que o espírito feudal era vivíssimo entre as grandes famílias latifundiárias (agathos), e mal despontava nas pequenas cidades (polis) o sentido da liberdade individual, o homem comum procedia no culto aos seus deuses como fazia com respeito aos grandes chefes clâmicos, com espírito de servidão, procurando conquistar com pequenos serviços e profunda submissão a sua proteção e os seus favores. Não se nota, de fato, no culto oficial aos deuses a manifestação de um sentimento de reverente amor, como se verifica no culto das entidades éticas, mas um temor servil de quem corteja potências mais ou menos caprichosas, unicamente interessadas na defesa de suas altas prerrogativas... Daí, o fato do culto dos deuses, na Grécia, não dá lugar para sentimentos de culpa moral. Não se pede perdão de pecados morais, mas só de faltas rituais, não se pensa na retribuição na outra vida, mas só em benefícios na vida presente. Apenas nas 'religiões de mistério' aparece certa preocupação com a vida de além-túmulo, mas não em sentido ético, como no Cristianismo, e sim em sentido de ' libertação' deste mundo, já que se pensa em garantir, por meio de ritos apropriados, o ingresso em um mundo puramente etéreo...

Sendo esta visão acanhada que o grego tinha do mundo divino, não é de estranhar que o culto tributado aos deuses fosse essencialmente 'funcional', no sentido de obter, com ritos preciosos, benefícios também precisos, principalmente saúde, riquezas, fartas messes, incremento dos rebanhos, sucessos na vida amorosa, nos negócios, na guerra..."



Neste ponto de interação entre homens e Deuses, há muitas visões que denunciam como 100% mentirosa todas as Mitologias, sem execeção. Conforme diz P. Commelin em seu livro Mitologia Greco-Romana:



"A mitologia é evidentemente uma série de mentiras. Essas mentiras porém foram objeto de crença durante longos séculos. No espírito dos Gregos e Latinos, tiveram o valor de dogmas e realidades. Assim inspiraram aos homens, sustentaram instituições às vezes respeitáveis, sugeriram aos poetas, aos artistas, aos literatos, a idéia de criações e até mesmo de obras-primas."


Tida como mentirosa por alguns de pensamento idêntico ao de Commelin, as mitologias, principalmente a Grega, se confundem e se desapropriam de seus mananciais. Mas, e se os Deuses realmente existem? Sim, falo no presente, pois se os Arquétipos dos mesmos sobreviveram aos ataques todos da Igreja Católica através dos tempos (igreja que foi a principal responsável pela redução da riqueza cultura dos povos antigos, em suas mitologias, a 1% do que originalmente era), tais Arquétipos bem podem servir de Caminhos para o alcance de Entidades Espirituais que realmente Existam, que sejam Reais e desde o tempo antigo venham a manter contatos com a Humanidade. Usemos nossas respectivas intuições, busquemos nas narrativas mitológicas todas, não apenas nas do povo grego, as Razões, os Fundamentos, as Ações e as Reações de todos os determinados e indeterminados horizontes de seus alcances e não-alcances. Os Deuses Gregos podem ser mentiras inventadas para alguns que possam estar lendo este texto introdutório da Mitologia Grega que se desenvolverá em outros tópicos aqui no Projeto C.O.V.A., mentiras que representam os aspectos do povo grego que, para encontrar justificativas para seus erros e acertos, desgraças e graças, inventou cada Deus e cada Deusa. Os Deuses Gregos podem ser Verdadeiros Seres para outros que possam estar a ler este tópico introdutório da Mitologia Grega neste fórum dedicado a ser um amplo recinto cultural geral, Verdadeiros, tão Verdadeiros, quanto os Órixas cultuados na Umbanda e no Candomblé; Verdadeiros, tão Verdadeiros, quanto Babalon, Hecate e Lilith cultuadas em Thelema; Verdadeiros, tão Verdadeiros, quanto Satan cultuado nos círculos esotéricos restritos dos grupos voltados para o Satanismo Tradicional e para os que são voltados para o Satanismo Moderno; Verdadeiros, tão Verdadeiros, quanto cada Ser Espiritual que tem no Plano Material uma forma de manifestação através do Ato Da Vontade De Criar de seus cultuadores e/ou operadores (Magistas e Magos que se tornam Um com tais Seres, diferentes dos que simplesmente servem a Estes). São dois pólos distintos de pensamentos a dividirem a Humanidade no quesito do crer e do não-crer nos Deuses, tanto os Gregos como os de outros panteões; dois pólos, visões distanciadas, conflituosas, mas legitimamente amparadas pelo poder de liberdade do pensamento proporcionada pelos tempos atuais nos quais a Razão, algumas vezes esquecida, pode ter rompantes em crenças mais racionais e descrenças mais racionais.

Alguns gregos poderiam não crer nos Deuses cultuados por sua civilização, defendendo a idéia de que a sua mitologia tenha sido criada. Porém, como observa Annibal Mascarenhas em sua História Universal, ela não foi fundada por uma mente extremamente fecunda e genial, como a de Homero e a de Hesíodo:


"Por essa época operou-se um grande movimento na Grécia: Os povos que habitavam as montanhas desceram às planícies, vales e costas, confinaram os habitantes destes em estrito território, forçando a maior parte a refugiar-se nas ilhas e na Ásia Menor, onde fundaram numerosas colônias. Destes montanheses, os mais célebres foram os Dórios, raça formosa e sadia habituada ao frio, a uma alimentação grosseira, a uma vida rústica e de índole muito belicosa. Sua língua é primitiva. Devido à posição central que ocupavam no país, longe do mar, eram os mais bárbaros. O desenvolvimento deste povo foi prodigioso e tudo na Grécia adquiriu uma forma grandiosa e original, que é o característico da civilização helênica, a mais completa e assombrosa da História Antiga. A religião dos gregos é Politeísta pela qual substituiram o antigo panteísmo dos Árias. Divinizaram todas as forças da natureza e a sua imaginação viva e fantástica emprestou aos deuses as mais belas formas, tiradas estas da natureza humana. É o que a ciência denomina antropomorfismo. Cada deus tem a sua história e a sua família e genealogia. É o que eles chamavam Mitologia e Teogonia. Além dos deuses, os Gregos tinham os Semideuses e diversas criações sobrenaturais com as quais povoavam os rios, os bosques, os mares, os rochedos, as cavernas, etc., recebendo cada um destes pontos um nome próprio e tendo sua feição especial. Cada cantão, cidade ou aldeia, tinha o seu deus local. Os deuses principais eram: Zeus (Júpiter), Hera (Juno), Atena (Minerva), Apolo, Artémis (Diana), Hermes (Mercúrio), Hefestos (Vulcano), Héstia (Vesta), Ares (Marte), Afrodite (Vênus), Poseidon (Netuno), Anfitrite, Proteus, Cronos (Saturno), Réia (Cibele), Deméter (Ceres), Perséfone (Proserpina), Hades (Plutão), Dionísio (Baco). Cada um desses deuses tinha a sua órbita especial de funções e todos obedeciam a Zeus, O Deus Dos Deuses. A morada dos deuses era Olimpo (Céu)."




Acrescentando as reflexões de Ester Ferreira às páginas 410/411 de seu livro após a citação acima:



"As religiões gregas não tiveram portanto fundadores nem profetas. (...)Nesse período religioso deuses e deusas mitológicos tomavam expressões as mais lindas em sua vida de simbolismos encantados.

Homero ou Homeros foram portanto os maiores historiadores do Paganismo.

E a essa época homérica sucedeu Hesíodo, também grande poeta grego, que soube e pôde continuar a história deísta dos gregos, ou a narrativa dos grandes gregos que positivamente se constituiram os grandes deuses mitológicos.(...)"



"a narrativa dos grandes gregos que positivamente se constituiram os grandes deuses mitológicos": aqui, claramente, podemos perceber uma teoria antiga que versa sobre o fato de que os Deuses Gregos nada mais são do que os relatos lendários de homens e mulheres formidáveis do tempo antigo das terras gregas que elevaram-se acima dos demais em força, sabedoria, poder, fama e glória. Admirados pelo povo comum, sobre o qual devem ter tido determinado tipo de domínio, foram pelos indivíduos deste grupo alçados a categorias elevadas de Seres que caminharam nesta Terra, cultuados de geração a geração a tal ponto que tornaram-se os Deuses que hoje conhecemos do panteão que ora aqui apresenta-se. Uma teoria como esta até pode ter alguma credibilidade, devido ao fato de sabermos que a ignorância de determinados fenômenos naturais da parte de parcela das populações do tempo antigo era altíssima. Valendo-se de seus, digamos, poderes, tais homens e mulheres que se destacaram dos demais em terras gregas, através de seus feitos, personalidades e temperamentos, passaram a ser conhecidos na História como Altos Seres, conscientes ou inconscientes do que o futuro poderia lhes reservar de direito na História Da Humanidade. Se tais homens e mulheres existiram, devem ter sido extraordinários detentores de habilidades mediúnicas, psíquicas, mágicas, de oratória e corporais, bem acima do comum humano; e como os comuns da Humanidade não tinham ainda a compreensão (como hoje) de que também poderiam desenvolver tais faculdades, passaram a venerá-los como Deuses. Tal teoria é uma especulação, claro, mas não deixa de ter um fundo de verdade; talvez seja impossível imaginar Zeus ou Hades, Atena ou Artémis, devido às suas respectivas histórias narradas mitologicamente, como seres humanos, porém, nada deve ser descartado pelos estudiosos da Mitologia Grega e das demais Mitologias da Terra. Um amplo leque de estudos, assim, abre-se diante de nós; em qual pedaço de leque tu podes confiar?

Antes da formação do panteão grego como o conhecemos após a vitória dos Deuses Olímpicos contra os Titãs, convém uma pequena introdução ao mito da origem universal conforme nos conta Hesíodo em sua Teogonia. Do Caos surgiram Gaia (A Terra), Tártaro (O Mundo Subterrâneo), Eros (A Força Primordial Que Tudo Une), Érebo (A Obscuridade E A Treva; Érebo uniu-se a Nyx, dando nascimento a Ether e Hemera (O Dia); e Gaia deu à luz a Ouranos (O Céu Estrelado), às montanhas e ao Ponto (O Mar). Gaia uniu-se a Ouranos e de tal união nasceram os doze Titãs (Cronos, Céos, Créos, Febe, Hyperion, Iápeto, Mnemôsine, Oceano, Réia, Téia, Têmis e Tétis). Cronos, o mais jovem deles, destronou o pai com o auxílio da mãe, tomou-lhe o lugar e junto com sua irmã Réia tiveram seis filhos: Cibele, Deméter, Hera, Hades, Poseidon e Zeus. Temendo ser destronado, Cronos devorava seus filhos assim que nasciam; mas, antes de dar à luz a Zeus, Réia refugiou-se na ilha de Creta, sendo-lhe possível parir com tranquilidade o filho que liderou a batalha contra o pai e os demais Titãs, na idade adulta, contando com o auxílio dos Ciclopes e dos Hecatonquiros (Os Gigantes De Cem Braços). Após derrotar seu pai, ele enfrenta os Titãs; mas, é auxiliado por três destes que eram subjugados por Cronos, obtendo assim a vitória e iniciando a Era Olímpica, a Idade De Ferro. Esta Idade contrasta com a de Ouro, a de domínio de seu pai, uma Era onde reinaram a felicidade, a paz, o amor e os homens e animais conviviam em plena harmonia nos mesmos espaços ao mesmo tempo. A Idade De Ferro trouxe angústias, guerras, assassinatos e desgraças ao mundo, uma Idade Nefasta na qual ainda estamos nesta atual Idade De Lata...

A Arte e a Literatura, juntamente com a Poesia registram na História Da Humanidade as lendas e mitos da mais rica de todas as mitologias. Uma fascinante e espetacular viagem pelos sonhos e fantasias, pelas realidades e condições existenciais, de um povo que no passado foi todo glorioso, todo formidável, todo imponente.



O Panteão Grego




A União Da Terra E Da Água - c.1618- Peter Paul Rubens



OS DEUSES OLÍMPICOS

ZEUS - Filho De Cronos e Réia, O Raio, O Pai Dos Deuses.

HERA - Irmã de Zeus, filha mais velha de Cronos e Réia, Deusa Protetora Do Matrimônio e das parturientes, Arquétipo Ideal Da Esposa E Mãe.

ATENA - Filha predileta de Zeus, saída da cabeça Deste, Deusa Da Sabedoria, Deusa Da Guerra e símbolo das cidades-estados gregas.

POSEIDON - Irmão de Zeus, Deus Dos Mares.

HADES - Irmão de Zeus e de Poseidon, Deus Das Profundezas.

DEMETER - A Terra-Mãe, Deusa Da Colheita.

APOLO - filho de Zeus e Leto, Deus Da Luz, o Deus Solar por excelência.

ÁRTEMIS - irmã gêmea de Apolo, filha de Zeus e de Leto, Deusa Da Caça conhecida nos ritos iniciáticos como Hecate.

HEFESTOS - Deus Da Forja, filho de Zeus e de Hera.

AFRODITE - Deusa Do Amor, nascida da espuma do mar dos testículos de Urano, os quais foram arrancados por Cronos.

ARES - Deus Da Guerra, filho de Zeus e Hera.

HERMES - Deus Da Comunicação, filha de Zeus com a ninfa Maya.

DIONÍSIO (OU DIONISO) - Deus Da Força Vital Da Natureza, filho de Zeus e Semele.

CIBELE - Deusa Do Fogo Caseiro, filha de Cronos e Réia, irmã de Zeus.




OS DEUSES URÂNICOS


ÍRIS - Mensageira De Zeus, identificada com o arco-íris.

AS MUSAS - Divindades ligadas ao Pensamento e a Arte, em número de nove: Calíope, A Musa Da Poesia Épica; Clio, A Musa Da História; Polímnia, A Musa Da Pantomina; Euterpe, A Musa Da Música; Terpsicore, A Musa Da Dança; Erato, A Musa Do Canto; Melpomene, A Musa Da Tragédia; Talia, A Musa Da Comédia; e Urânia, A Musa Da Astronomia.

AS CÁRITES - Calé, Eufrosina e Pasitea (ou Aglaia, Eufrosine e Talia), Divindades da Harmonia Estética, exprimindo a alegria do canto, da dança e do amor doméstico.

EROS - A Força Primordial Da Fecundidade, O Deus Do Amor, filho de Afrodite conforme algumas versões.




OS DEUSES DA ATMOSFERA

A NOITE - Surgida Do Caos, "Sozinha E Sem Amor", que substitui O Dia (Hemera) trazendo nos braços O Sono e A Morte, Seus Filhos.

EOS (A AURORA) - A Que "Descerra Com Os Seus Dedos Cor-De-Rosa A Cortina Do Dia" (Homero).

HELIOS (O SOL) - O próprio Sol, que cavalga pelos céus com um carro puxado por quatro cavalos em direção ao Grande Oceano, onde aqueles banham-se e repousam.

A LUA (SELENE) - A própria Lua, uma jovem a percorrer o céu noturno em um carro de prata puxado por dois cavalos brancos.

EOLO (O VENTO) - Partilhava com seus quatro filhos o domínio dos ventos: Bóreas (vento norte), Noto (vento sul), Euro (vento leste) e Zéfiro (vento oeste).




OS DEUSES TERRESTRES

PAN - Deus Da Vida Campestre, também Deusa Da Sexualidade E Da Fertilidade.

AS NINFAS - Espíritos dos campos, bosques, florestas, rios, lagos e demais elementos da natureza.

OS SÁTIROS - Representantes da fecundidade animal e Entidades ligadas à Sexualidade. Príapo, um deles, é Protetor Dos Jardins E Das Plantações.




AS DIVINDADES MARÍTIMAS

PROTEU - Pastor das focas que, quando é perseguido pelos homens assume a forma de leão, dragão, javali e diversos tipos de seres da natureza.

NEREU - O Deus Que Não Mente, clemente, sábio, que com o seu tridente é capaz de parar as mais terríveis tempestades.

GLAUCO - Mortal que se tornou um Deus Marítimo após alimentar-se de ervas mágicas, sendo metade peixe, metade homem, possuindo o dom da profecia.

TRITÃO - Filho de Poseidon.




OS DEUSES E ENTIDADES DO MUNDO INFERIOR

HECATE - Titanide, Grande Deusa Da Magia E Dos Encantamentos, Rainha Dos Espectros representada com três cabeças, a serem os símbolos de Sua Trina Natureza.

PROSERPINA - Deusa Das Profundezas, esposa de Hades, filha de Deméter, que durante seis meses do ano passa com a mãe na Terra (época representando a primavera/verão) e os outros seis meses no Tártaro (época representando o outono/inverno).

CÉRBERO - O Guardião Das Portas Do Tártaro.

KERES - Sugadoras do sangue dos cadáveres nos campos de batalha, Divindades Do Destino.

ERÍNIAS - Entidades dedicadas, quando evocadas, a todas as formas de vinganças de sangue.




HERÓIS

CULTURAIS:

* Decalião
* Pirra
* Prometeu
* Orfeu
* Tritolemo
* Filomeno
* Quíron
* Asclépio
* Támiras
* Filamon
* e vários outros



NACIONAIS:

* Hércules
* Teseu
* Perseu
* Belerofonte
* Jasão
* Sísifo
* Diomedes
* Aquiles
* Odisseu
* e vários outros


BIBLIOGRAFIA

Mitologia Universal. Rio de Janeiro, Editora Século Futuro Ltda, 1988.

Piazza, Waldomiro Otávio. Religiões Da Humanidade. São Paulo, Editora Loyola, 1977.

Viana Calderon, Ester Ferreira. Religiões, Mitos E Crendices. Rio de Janeiro, Officina Industrial Graphica, 1935.





A Arte E A Literatura - 1867 - Adolphe William Bouguereau


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