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Tolkien

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Elektra
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Tolkien

Mensagem  Elektra em Seg Nov 08, 2010 5:59 pm

TOLKIEN





John Ronald Reuel Tolkien nascido em Bloemfontein, a 3 de Janeiro de 1892 falecido em Bournemouth a 2 de Setembro de 1973, foi um escritor, professor universitário e filólogo britânico.

Desde pequeno era fascinado pela lingüística, tirou o curso na faculdade de Letras em Exeter.

Lutou na Primeira Guerra Mundial, onde começou a escrever os primeiros rascunhos do que se tornaria o seu "mundo secundário" complexo e cheio de vida, denominado Arda, palco das mundialmente famosas obras O Hobbit, O Senhor dos Anéis e O Silmarillion, esta última, sua maior paixão, que, postumamente publicada, é considerada sua principal obra, embora não a mais famosa.

Tornou-se filólogo e professor universitário, tendo sido professor de anglo-saxão (e considerado um dos maiores especialistas do assunto) na Universidade de Oxford de 1925 a 1945, e de inglês e Literatura inglesa na mesma universidade de 1945 a 1959. Mesmo precedido de outros escritores de fantasia, tais como William Morris, Robert E. Howard e E. R. Eddison, devido à grande popularidade de seu trabalho, Tolkien ficou conhecido como o "pai da moderna literatura fantástica", Sua obra influenciou toda uma geração.

Católico fervoroso, foi grande amigo de C.S. Lewis, autor de As Crônicas de Nárnia, ambos membros do grupo de literatura The Inklings.

Até onde se sabe a maioria dos parentes paternos de Tolkien eram artesãos. A família teve origem na Saxônia (Alemanha), mas viveu na Inglaterra desde o século XVII, tornando-se "rápida e intensamente inglesa (mas não britânica)"

O sobrenome Tolkien é um anglicismo de Tollkiehn (em alemão, tollkühn, temerário, imprudente, que em uma tradução etimológica deveria ser dull-keen, algo como estúpido-sagaz, uma tradução literal de oxímoro; no conto The Notion Club Papers, Tolkien cria um personagem com o nome John Jethro Rashbold, fazendo piada com o seu próprio nome, já que Jethro e Reuel são nomes do mesmo personagem bíblico, o sogro de Moisés). Mesmo sendo um Tolkien, considerava-se mais um Suffield (sua família materna) do que propriamente um Tolkien.

Aos três anos parte com a sua mãe, Mabel Suffield, dona de casa, e com o seu irmão, Hilary Arthur Reuel Tolkien, para a Inglaterra, onde pretendiam passar apenas uma temporada devido a questões de saúde de Mabel e dos seus filhos, mas devido à morte de seu pai, eles ali permaneceram por toda a vida.

O pai, Arthur Tolkien, um bancário que trabalhava para o Bank of Africa, contraiu febre reumática e morreu em 1896 na África do Sul, antes de juntar-se à família, e foi enterrado na própria África.

Em 1900 a situação financeira da família complicou-se. Mabel Suffield fazia parte da Igreja Anglicana, e quando tornou-se católica, a sua família cortou a ajuda financeira que lhe dava, e assim ela morreu, por diabetes, sem tratamento na época. Tolkien, que considerava esse fato um sacrifício da mãe em nome da fé, converteu-se ao Catolicismo. Facto que o influenciou profundamente, mesmo sem a menção direta de Deus na sua obra (Tolkien representa Deus por Eru, o qual cria todo universo e os seres que lá habitam). Tolkien disse que os mitos não-cristãos guardavam em si elementos do Grande Mito, o Evangelho, que adentraram o Mundo Primário, isto é, o mundo real, facto este que não vai contra a Igreja CatólicaTolkien e seu irmão foram entregues então aos cuidados do Padre Francis Xavier Morgan, que Tolkien mais tarde descreveu como um segundo pai, e aquele que lhe ensinara o significado da caridade e do perdão.

Sua mãe Mabel apresentou a ele e a seu irmão os contos de fadas em línguas como o latim e o grego.

Desde a morte da mãe, quando os irmãos passaram aos cuidados de Francis Morgan, o rapaz dedicou-se aos estudos demonstrando grande talento lingüístico. Estudou grego, latim, línguas antigas e modernas, como o finlandês, que serviu de base para criação do idioma élfico Quenya e o galês base para o outro idioma élfico, o Sindarin.

Em 1905 os órfãos mudaram-se para a casa de uma tia em Birmingham. Em 1908deu início à carreira acadêmica, ingressando no Exeter College, da Universidade de Oxford.

Conheceu Edith Bratt em 1908, quando ele e seu irmão Hilary foram alojados no mesmo local que a jovem, três anos mais velha, e os dois começam a namorar escondido. Entretanto, seu tutor, o Padre Francis Morgan, descobriu a situação e, acreditando que este relacionamento fosse prejudicar a educação do rapaz, proibiu-o de vê-la até que completasse vinte e um anos, quando Tolkien alcançaria a maioridade. Na noite do seu vigésimo primeiro aniversário, Tolkien escreveu a Edith, e convenceu-a a casar-se com ele, apesar de ela já estar comprometida, e também converteu-a ao catolicismo. Juntos eles tiveram quatro filhos: John Francis Reuel Tolkien (1917–2003), Michael Hilary Reuel Tolkien (1920-1984), Christopher John Reuel Tolkien (1924-) e Priscilla Anne Reuel Tolkien (1929-).

Tolkien era um pai devoto. Essa característica mostrava-se bastante clara nos livros, muitas vezes escritos para seus filhos, como Roverandom, escrito quando um deles perdeu um cachorrinho de brinquedo na praia. Além disso, Tolkien mandava todos os anos cartas do Papai Noel quando os filhos eram mais jovens. Havia mais e mais personagens a cada ano, como o Urso Polar, o ajudante do Papai Noel, o Boneco de Neve, Ilbereth (um nome semelhante ao da rainha Elbereth, a Valië), sua secretária, e vários outros personagens menores. A maioria deles contava como estavam as coisas no Pólo Norte. Mestre Gil de Ham foi, uma história contada para entreter os filhos.

A infância de Tolkien teve duas realidades distintas: a vida rural em Sarehole, ao sul de Birmingham, lugar que inspirou o famoso Condado, e o período urbano na escura Birmingham, onde iniciou seus estudos.

Ainda criança, mudou-se para King's Heat, numa casa próxima a uma linha de trem. Foi aí que ele começou a desenvolver uma imaginação lingüística, motivada pelos estranhos nomes das paradas do percurso, tais como Nantyglo, Perhiwceiber e Seghenydd. Sua infância foi muito marcada pelos contos de fadas , que estimularam sua imaginação para o Faërie, Belo Reino, como ele se referia ao mundo dos seres fantásticos.

Em 1914 , ano em que começou a Primeira Guerra Mundial, Tolkien ficou noivo de Edith Bratt.

No ano seguinte, recebeu com honras o diploma de licenciatura em Literatura de Língua Inglesa. A graduação e os méritos não o libertaram da convocação e em 1916, depois de casar-se com Edith Bratt, foi chamado à guerra. Tolkien sobreviveu à Batalha Somme (província de Soma), uma mal-sucedida incursão na França/Bélgica onde morreram mais de 500 mil combatentes. Em 1917 nasceu o seu primeiro filho, John Francis Reuel Tolkien (mais tarde padre John Tolkien) e no ano seguinte, depois de contrair tifo , J.R.R.Tolkien foi enviado de volta à Ingalterra.Foi neste período que iniciou o Livro dos Contos Perdidos ( The Book Of Lost Tales), que mais tarde converteu-se no Silmarillion, em 1919 quando ele retornou a Oxford.

Depois do fim da guerra Tolkien dedicou-se ao trabalho acadêmico como professor, tornando-se um grande e respeitado filólogo.
Nesta mesma época ingressou na equipe formada para preparar o New English Dictionary. O projeto já havia chegado à letra W, e seu supervisor, impressionado com o trabalho de Tolkien, afirmou que:


"Seu trabalho [de Tolkien] dá provas de um domínio excepcional de anglo-saxão e dos fatos e princípios da gramática comparada das línguas germânicas. Na verdade, não hesito em dizer que nunca conheci um homem da sua idade que se igualasse a ele nesses aspectos."




Mas foi só em 1925 depois do nascimento de seus filhos Michael Hilary Reuel Tolkien (1920) e Christopher John Reuel Tolkien (1924) que Tolkien publicou seu primeiro livro, ao lado de E. V. Gordon: Sir Gawain & the Green Knight, baseado em lendas do folclore inglês. A sua filha mais nova, Priscilla Anne Reuel Tolkien, nasceria dali a cinco anos.

Tolkien foi muito ligado a sociedades. Nas que participou, a literatura era o tema fundamental, algo que o ajudou na criação de suas obras, pois nestas sociedades encontrou seu primeiro público e encorajadores.

Em sua juventude, sua primeira sociedade foi a T.C.B.S (Tea Club, Barrowian Society), formada por Tolkien e três amigos. Não era dedicada apenas a literatura, mas ela estava presente. A Primeira Guerra Mundial dissolveu o grupo, matando Rob Gilson, e algum tempo depois G. B. Smith. Os dois restantes, Christopher Wiseman (inspiração para o nome do terceiro filho de Tolkien) e Tolkien, foram amigos até o fim da vida de Wiseman.

Anos depois, fundada por Tolkien, The Coalbiters dedicava-se à literatura nórdica, muito apreciada por Tolkien, que incluía Beowulf e a Kalevala, por exemplo. Chamavam-se de Kolbitars, ou, "homens que chegam tão perto do fogo no inverno que mordem carvão", o que originou no nome Coalbiters (mordedores de carvão). Entre seus membros estavam R. M. Dawkins, C. T. Onions, G. E. K. Braunholz, John Fraser, Nevill Coghill, John Bryson, George Gordon, Bruce McFarlane e C.S Lewis.

Outro grupo de que participava era chamado The Inklings, também dedicado à literatura, que se reunia no pub The Eagle and Child (em português A Águia e a Criança) que os integrantes chamavam O Pássaro e o Bebê (The Bird and Baby em inglês). Os Inklings incluíam C. S. Lewis e seu irmão H. W. Lewis, Charles Williams, Owen Barfield e Hugo Dyson.

Quando Tolkien conheceu C. S. Lewis, este era agnóstico, e Tolkien logo se empenhou para convertê-lo ao catolicismo romano. No entanto, Lewis preferiu o anglicanismo, movimento protestante cristão no qual fora educado. A religião sempre foi um motivo de afastamento entre Tolkien e C.S Lewis , especialmente pela forma diferente como ambos a tratavam. Tolkien inclusive não apreciou muito a obra As crónicas de Nárnia , por considerá-la demasiadamente alegórica (entretanto, ele não odiou o livro, como pensam alguns). A religião no livro de Lewis é bem explícita, ao passo que nos de Tolkien ela é oculta em personagens, lugares e até atitudes, embora sem ser alegórica, construção de que Tolkien não gostava. Apesar dos desentendimentos Tolkien e Lewis foram grandes amigos, amizade essa explorada no livro O Dom da Amizade: Tolkien e C. S. Lewis . De facto, O Senhor dos Aneis provávelmente não existiria sem o incentivo de C. S. Lewis, que aliás foi o primeiro a ouvir a história, e Tolkien jamais deixou de admirar a grande inteligência de Lewis.



A idéia de seu primeiro grande sucesso, O Hobbit, surgiu em 1928, enquanto Tolkien examinava documentos de alunos que queriam ingressar na Universidade e Tolkien contou que:

Um dos alunos deixou uma das páginas em branco – possivelmente a melhor coisa que poderia ocorrer a um examinador – e eu escrevi nela: Em um buraco no chão vivia um hobbit, não sabia e não sei porquê.


Tolkien emprestou o manuscrito incompleto á Reverenda Madre de Cherwell Edge na época, quando esta estava doente, e ele foi visto por Susan Dagnall, uma bacharel de Oxford , que trabalhava para Allen & Unwin (comprada em 1990 pela Editora Harper Collins) e analisado depois por Rayner Unwin (Filho de Stanley Unwin, fundador da Allen & Unwin, na época com 10 anos de idade) que ficou maravilhado pela história. Dagnall ficou tão encantada com o material que encorajou Tolkien para que ele terminasse o livro, e em 1937 é publicada a primeira edição de O Hobbit.

A saga do hobbit Bilbo – um ser baixo, pacato, de pés peludos e grandes, que se aventura na Terra Média ao lado do mago Gandalf e mais treze anões – teve tanto sucesso que Tolkien foi sondado para novas aventuras. Tolkien oferece O Silmarillion, que ele considerava sua principal obra, mesmo que, hoje, não a mais conhecida. Stanley Unwin preferiu não arriscar e não publicou a obra. Mesmo depois da recusa, Tolkien concordou em continuar a saga dos hobbits e começa a dar forma a uma nova obra, que lhe consumiu doze anos de trabalho desde os primeiros rascunhos até a sua conclusão, mas que o tornaria um dos mais conceituados escritores de todos os tempos: O Senhor dos Anéis


O elo para a nova aventura surge no Anel que Bilbo rouba de Gollum em O Hobbit. Os primeiros rascunhos da obra datam de 1937, mas devido ao seu perfeccionismo, que o impelia a ter de fazer vários rascunhos para cada uma de suas obras, foi somente em 1949 que O Senhor dos Anéis foi para as mãos de sua editora. Durante este longo tempo, Tolkien também escreveu Leaf by Niggle em que o autor se manifesta de forma autobiográfica, projetando-se em Niggle, com suas dúvidas sobre o trabalho que estava escrevendo, "O Senhor dos Anéis", e sua relevância. Em princípio o texto foi recusado, pois a idéia de Tolkien era lançar dois volumes, sendo eles "O Silmarillion" e "O Senhor dos Anéis", já que ele os considerava interdependentes e indivisíveis. Entretanto o editor da Collins, uma outra editora, havia gostado da idéia e começou a encorajar Tolkien a publicar os livros pela editora Collins. Depois de grande atraso na publicação, Tolkien perde a paciência e desiste do acordo. Posteriormente, após algumas conversas com Rayner Unwin (já adulto e trabalhando na empresa do pai, Rayner foi um dos que recebiam os rascunhos de "O Senhor dos Anéis" de Tolkien ao longo de sua composição), a decisão da Allen & Unwin foi reconsiderada e, em 1954, foram publicados os dois primeiros volumes (A Sociedade do Anel e As Duas Torres). Em 1955 foi publicado o terceiro e último volume (O Retorno do Rei). A idéia original era lançar a obra toda num único volume, mas para tornar mais barato os custos de impressão, foi dividida em três volumes.

Esse livro consolidava então o que Tolkien chamava de Mundo Secundário, com novas normas, novos povos, uma realidade à parte: Arda, o cenário de uma das maiores obras literárias de todos os tempos. "Arda" é a Terra, povoada por seres fantásticos, como os Valar, os Maiar, e os mais conhecidos, hobbits, elfos, anões, trolls, orcs e cercada de mistérios e magia:



[Criei] um Mundo Secundário no qual sua mente pode entrar.
Dentro dele, tudo o que ele relatar é "verdade": está de acordo com as leis daquele mundo. Portanto, acreditamos enquanto estamos, por assim dizer, do lado de dentro.


Apesar dos ataques da crítica, o livro teve grande sucesso dos dois lados do Atlântico, mas seus livros só alcançaram a classe de cult nos anos 60, devido ao fato de sua obra ter se tornado mania entre os universitários dos Estados Unidos com a chegada de uma edição pirata norte-americana neste país.

O nome de Tolkien ganhou notoriedade mundial, facto este que provocava mais transtornos que prazer ao autor, pois visitantes excêntricos afluíam ao seu encontro: fãs norte-americanos telefonavam-lhe durante a madrugada sem se lembrar do fuso horário por exemplo. Tais factos tiveram grande peso em sua decisão de se mudar para Bournemouth.


EXIMIO LINGUÍSTA



Desde criança já tinha em sua volta línguas clássicas como grego e o latim, e mais tarde com o espanhol. Sempre achou o italiano muito elegante e, é claro, o inglê e o anglo-saxão o fascinavam. O francês não o cativava tanto, apesar de ser (como ainda é) aclamada como uma belíssima língua. Quando se deparou com a língua finlandesa ele se encantou, e usou sua gramática, junto com a galesa, como base para as línguas que mais tarde apareceriam em seus livros. Línguas de gramática complexa e vasto vocabulário. Línguas que seriam estudadas a fundo por muitos de seus fãs: o Quenya, cujo exemplo máximo é expressado pelo poema Namárië, e o Sindarin, este último baseado no galês, as Línguas Élficas, todas movidas pelo som bonito (eufonia) e pela estética, como o "Repicar dos sinos" dizia ele. Foi baseado nestas línguas que Tolkien começou a desenvolver seu mundo. Para ele, primeiro vinha a palavra, depois a história. A composição para ele não era um passatempo (como foi 'acusado' na época), mas um trabalho filológico. Ele criou um mundo onde suas línguas pudessem ser faladas, e lendas para rodeá-las.

Além do inglês, Tolkien conhecia cerca de dezesseis outros idiomas (à excepção dos criados por ele mesmo) que eram os seguintes: grego antigo, latim, gótico, islandês antigo, sueco, norueguês, dinamarquês, anglo-saxão, médio inglês, alemão, neerlandês, francês, espanhol, italiano, galês e finlandês.

Quando O Hobbit foi traduzido para o islandês, Tolkien ficou encantado, porque, além de esta ser uma de suas línguas favoritas, ele achava que o livro combinaria muito com ela. Muitos nomes, como Gandalf, foram retirados do antigo islandês.




Alfabeto rúnico criado por Tolkien, chamado Angerthas ou Cirth.


Criou várias outras línguas (como o Khûzdul e o Valarin), mas nenhuma tão elaborada quanto as duas élficas. Também desenvolveu alguns sistemas de escrita, as Angerthas (ou runas) e as Tengwar. Acreditava que uma língua bonita devia ter também um alfabeto elegante.




O primeiro artigo da Declaração dos Direitos Humanos escrita nos caracteres Fëanorianos: as Tengwar



Se por um lado Tolkien exerceu grande influência na era da informática, por outro, isso bate de frente com a visão nostálgica e radical do autor. Ele sempre foi avesso a comboios, automóveis, televisão e comida congelada, a indústria em si. Tolkien acreditava que essa dominação e controle que a tecnologia moderna exerce sobre o Homem, mesmo que usadas para o bem, “trazem sofrimento à criação” (referindo-se ao seu Mundo Secundário). Este ponto de vista foi criado devido a sua experiência como veterano da Primeira Guerra Mundial e pai de rapazes que lutaram na Segunda Guerra Mundial, e ele não alimentava mais a ilusão do papel benéfico e salvador do desenvolvimento das tecnologias. Com esse pensamento, ele coloca o problema da tecnologia no coração de O Senhor dos Anéis. O Um Anel é o instrumento máximo do poder. Poder esse que até Gandalf preferiu não arriscar, deixando o fardo para Frodo. E cabe ao pequeno hobbit o dilema da saga: ter o poder não é possuir o Um Anel, e sim destruí-lo. Frodo deve então renunciar ao poder porque ele corrompe. Só assim ele será capaz de destruir Sauron. Mesmo assim, sua obra foi a inspiração que faltava para novos jogos de computados, para o cinema e a televisão.


Com a morte de sua esposa em 19 de Novembro de 1971, após 55 anos de casamento, Tolkien refugiou-se na solidão em um apartamento na Universidade de Oxford. Numa carta ao seu filho Christopher, John Ronald Reuel Tolkien escreveu, sobre sua mulher Edith Bratt:


[...]o cabelo dela era preto e sedoso, a pele clara, os olhos mais brilhantes do que os que vocês viram, e sabia cantar... e dançar
Mas a história estragou-se, e eu fiquei para trás, e não posso suplicar perante o inexorável Mandos.[...].



No texto, Tolkien decide que no epitáfio de Edith estaria escrito Lúthien. Lúthien é uma personagem de "O Silmarillion" inspirada na esposa de Tolkien, como afirma o trecho da mesma carta:


É breve e simples [o epitáfio], a não ser por Lúthien, que tem para mim mais significado do que uma imensidão de palavras, pois ela era (e sabia que era) a minha Lúthien [...] Nunca chamei Edith de Lúthien, mas foi ela a fonte da história que, a seu tempo, se tornou parte de O Silmarillion.




Túmulo de J. R. R. Tolkien e sua mulher no Cemitério de Wolvercote. Nele, as inscrições: Edith Mary Tolkien, Lúthien, 1889-1971. - John Ronald Reuel Tolkien, Beren, 1892-1973.


Lúthien era elfa, imortal, mas se apaixona por um mortal, Beren. Ela então desiste de sua imortalidade. Ambos enfrentam muito para ficar juntos e, quando ele morre, Lúthien vai até os Palácios de Mandos, o guardião das Casas dos Mortos. Beren a aguardava nos Palácios, e ela canta diante de Mandos que, então, se comove, a única vez em toda sua existência, e permite que ambos voltem, como mortais. E assim foi. No túmulo, abaixo do nome Edith Tolkien está escrito Lúthien, que, nas histórias, é a mais bela das elfas, a mais bela dos Filhos de Ilúvatar. A história dos dois está contada na Balada de Leithian.

Em 1972, J. R. R. Tolkien recebeu o Doutorado Honorário em Letras da Universidade de Oxford, e conseguiu seu último e mais importante título: a Ordem do Império Britânico pela Rainha Elizabeth, uma das maiores honras britânicas. Era agora Sir John Ronald Reuel Tolkien.

No dia 28 de Agosto de 1973 Tolkien sentiu-se mal durante uma festa, e na manhã do outro dia foi internado, com úlcera e hemorragia. No sábado descobriu-se uma infecção no peito.

Aos 81 anos de idade, então, nas primeiras horas do domingo de 2 de Setembro de 1973, J. R. R. Tolkien morre na Inglaterra. Enterrado junto com a esposa, no Cemitério de Wolvercote, no túmulo feito de granito da Cornualha, abaixo do seu nome há a inscrição Beren.



Após sua morte, o seu filho Christopher editou e publicou "O Silmarillion" (em 1977), além de nos anos 80 e 90 lançar a série The History Of Middle-Earth (A História da Terra-Média), uma gigantesca coletânea dividida em doze volumes, e Unfinished Tales of Númenor and Middle-Earth (Contos Inacabados)

Em 1992, ano em que Tolkien completaria 100 anos, duas árvores foram plantadas em seu tributo em Oxford pela Tolkien Society e pela Mythopoeic Society, grupos de leitores e estudiosos de sua obra. Essas duas árvores fazem alusão às Duas Árvores de Valinor, que davam luz a Valinor nos Dias Antigos



Obras publicadas

The Hobbit
The Lord of the Rings
The Silmarillion (publicada postumamente)
Unfinished Tales of Numenor and Middle-earth (publicada postumamente)
Roverandom
Farmer Giles of Ham
The Adventures of Tom Bombadil and other Verses from the Red Book
Leaf by Niggle
Tree and Leaf (reúne o conto Leaf by Niggle e o ensaio On Fairy-Stories)
The Tolkien Reader
The Monster and the Critics
Smith of Wootten Major
The Road Goes Ever On: A Song Cycle
Letters of J.R.R. Tolkien
Finn and Hengest: The Fragment and the Episode
Mr. Bliss
A Middle English Vocabulary
Sir Gawain & The Green Knight
Songs for the Philologists
The Reeve´s Tale
Sir Orfeo
Ancrene Wisse: The English Text of the Ancrene Wisse
Sir Gawain and the Green Knight, Pearl and Sir Orfeo


A obra abaixo foi compilada e editada pelo filho de Tolkien, Christopher.

The History of Middle-earth I - The Book of Lost Tales
The History of Middle-earth II - The Book of Lost Tales II
The History of Middle-earth III - The Lays of Beleriand
The History of Middle-earth IV - The Shaping of Middle-earth
The History of Middle-earth V - The Lost Road and Other Writings
The History of Middle-earth VI - The Return of the Shadow
The History of Middle-earth VII - The Treason of Isengard
The History of Middle-earth VIII - The War of the Ring
The History of Middle-earth IX - Sauron Defeated
The History of Middle-earth X - Morgoths Ring
The History of Middle-earth XI - The War of the Jewels
The History of Middle-earth XII - The People of Middle-earth


Obras publicadas em Portugal


O Senhor dos Anéis I
O Senhor dos Anéis II
O Senhor dos Anéis III
O Hobbit
O Silmarillion
As Aventuras de Tom Bombadil e outras histórias
Contos Inacabados de Númenor e da Terra Média
Os Filhos de Húrin

Obras publicadas no Brasil


O Hobbit [Ed. Martins Fontes]
O Senhor dos Anéis (Volume único e separado)[Ed. Martins Fontes]
O Silmarillion [Ed. Martins Fontes]
Contos Inacabados de Númenor e da Terra-média[Ed. Martins Fontes]
Roverandom [Ed. Martins Fontes]
Mestre Gil de Ham [Ed. Martins Fontes] (Farmer Giles of Ham)
As Cartas de J. R. R. Tolkien [Ed. Arte & Letra] (Letters of J.R.R. Tolkien)
Sobre Histórias de Fadas [Conrad Editora] (Tree and Leaf)
Livro: J.R.R.Tolkien. O Senhor dos Anéis, A Sociedade do Anel. Livraria Martins Fontes Editora Ltda.. ISBN 85-336-1337-7.
Livro: J.R.R.Tolkien. O Senhor dos Anéis, As Duas Torres. Livraria Martins Fontes Editora Ltda.. ISBN 85-336-1338-5.
Livro: J.R.R.Tolkien. O Senhor dos Anéis, O Retorno do Rei. Livraria Martins Fontes Editora Ltda.. ISBN 85-336-1339-3.
Livro: J.R.R.Tolkien. O Hobbit. Livraria Martins Fontes Editora Ltda.. ISBN 85-336-0881-0.
Livro: J.R.R.Tolkien. O Silmarillion. Livraria Martins Fontes Editora Ltda.. ISBN 85-336-1165-x.
Livro: J.R.R.Tolkien. Contos Inacabados. Livraria Martins Fontes Editora Ltda.. ISBN 85-336-1537-x.
Livro: J.R.R.Tolkien. Sobre Histórias de Fadas. Conrad Editora do Brasil, 2006. ISBN 85-7616-203-2
Livro: J.R.R.Tolkien. As Cartas de J. R. R. Tolkien. 1.ed. Curitiba: Arte & Letra, 2006. 470 p. ISBN 85-89101-08-8


Última edição por Elektra em Sex Nov 12, 2010 9:14 pm, editado 1 vez(es)

Elektra
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Re: Tolkien

Mensagem  Elektra em Seg Nov 08, 2010 8:12 pm

O SILMARILLION





As Duas Árvores de Valinor eram: Telperion prateada e Laurelin dourada. Elas davam luz à Terra dos Poderes do Mundo, os Valar, em tempos antigos. Originaram posteriormente a Lua e o Sol, e sua existência está ligada a vários aspectos internos ao Silmarillion. O seu período de existência é chamado de Anos das Árvores e é muito longo, seguindo os Anos das Lâmpadas e precedendo os Anos do Sol.
As Duas Árvores têm um ciclo na qual são criadas, destruídas, e, antes de morrerem, dão origem a dois dos astros de maior importância. Inclusive Tolkien criou para essa história, a explicação para o fato de o Sol e a Lua surgirem no Leste, para as crateras na Lua e para os eclipses.

As primeiras fontes de luz para todos em Arda foram duas enormes Lâmpadas, Illuin, a lâmpada prateada no Norte e Ormal, dourada, no Sul. Foram derrubadas e destruídas por Melkor.
Depois os Valar foram para Valinor e Yavanna Kementári criou as Duas Árvores, Telperion de prata e Laurelin de ouro.
Telperion era considerada a masculina e Laurelin a feminina. As Árvores se situavam no monte de Ezellohar, ou Corollairë. Cresceram à presença de todos os Valar, regadas pelas lágrimas de Nienna.
Telperion tinha as folhas escuras, prateadas em um dos lados e seu orvalho prateado era coletado como fonte de água e luz e armazenado num tonel.
Laurelin tinha folhas de verde viçoso orladas a ouro, e sua flor tinha a forma de uma cornucópia brilhante.
Cada uma tinha sua plenitude atingida a cada sete horas até lentamente escurecer. Duas vezes ao dia, no entanto, por uma hora os raios prateados e dourados se fundiam.

As Duas Árvores têm um ciclo na qual são criadas, destruídas, e, antes de morrerem, dão origem a dois dos astros de maior importância. Inclusive Tolkien criou para essa história, a explicação para o fato de o Sol e a Lua surgirem no Leste, para as crateras na Lua e para os eclipses.

As primeiras fontes de luz para todos em Arda foram duas enormes Lâmpadas, Illuin, a lâmpada prateada no Norte e Ormal, dourada, no Sul. Foram derrubadas e destruídas por Melkor.
Depois os Valar foram para Valinor e Yavanna Kementári criou as Duas Árvores, Telperion de prata e Laurelin de ouro.
Telperion era considerada a masculina e Laurelin a feminina. As Árvores se situavam no monte de Ezellohar, ou Corollairë. Cresceram à presença de todos os Valar, regadas pelas lágrimas de Nienna.
Telperion tinha as folhas escuras, prateadas em um dos lados e seu orvalho prateado era coletado como fonte de água e luz e armazenado num tonel.
Laurelin tinha folhas de verde viçoso orladas a ouro, e sua flor tinha a forma de uma cornucópia brilhante.
Cada uma tinha sua plenitude atingida a cada sete horas até lentamente escurecer. Duas vezes ao dia, no entanto, por uma hora os raios prateados e dourados se fundiam.

Invejoso, Melkor pediu ajuda da aranha gigantesca e faminta Ungoliant para destruir as Duas Árvores, prometendo que teria todo o alimento que desejasse. Ungoliant então teceu uma teia escura que impedia que os vissem, e juntos foram até as Árvores. Melkor as atingiu até o seu centro, e Ungoliant lhes sugou toda a seiva. Destruiu também os tonéis que continham o orvalho das Árvores, e com um tamanho gigantesco, fugiu junto com Melkor, que agora sentia medo dela. Valinor ficou silenciosa nas trevas que precederam o surgimento do Sol e da Lua.
Então, o elfo da estirpe dos Vanyar, Elemmírë, compôs o Aldudénië, o Lamento pelas Duas Árvores de conhecimento de todos os Eldar.

A pedido de Manwë, Yavanna cantou e Nienna chorou, e Telperion e Laurelin então, no último suspiro, produziram uma flor de prata e um fruto de ouro respectivamente, e morreram. Foram deixadas no Monte Ezellohar como um "monumento à glória perdida".
Manwë, Valar dos ventos, consagrou a flor e o fruto, e Aulë, marido de Yavanna e ferreiro dos Valar, criou naves para conter e preservar seu brilho.
Então dois Maiar se ofereceram para carregar as Naves daqueles que foram chamados de Anar, o Ouro de Fogo e Isil, o Esplendor em Quenya e Anor e Ithil em Sindarin: O Sol e a Lua. Esses Maiar eram Arien, que levava a nave solar, e Tilion, o Timoneiro da Lua.
Isil subiu primeiro, e à sétima vez que cruzava o céu, Anar surgiu gloriosa. A explicação Tolkien para as crateras lunares é que nave da Lua era chamuscada pelo calor do Sol, o qual Tilion sempre seguia, atraído pela beleza de Arien.
Mas então Varda respondeu às súplicas de Estë, e fez com que o Sol descesse até o mar, no Oeste, e então seria levado pelos servos de Ulmo por baixo d'água até o Leste, onde surgiria depois que a Lua já tivesse descido. Mas Tilion, inconstante, era sempre atraído por Arien, e os dois podem às vezes serem vistos juntos no céu, ou a Lua pode ocultar o brilho de Arien (a explicação de Tolkien para o eclipse). Essa história está contada no Narsillion, o Cântico do Sol e da Lua, e é sem dúvida uma das mais conhecidas de todo O Silmarillion, porque o Destino das Árvores é comentado muito ao longo do livro e a luz que emanavam foi a chave para o desencadear da história em torno das Silmaril, que preservavam o brilho.

Os elfos da estirpe dos Noldor e dos Vanyar amavam Telperion mais do que tudo em Valinor. Por isso, Yavanna fez surgir uma réplica da Árvore de Prata, mas que não emitia luz. Foi chamada de Galathilion.
Uma muda dessa árvore foi posteriormente plantada em Tol Eressëa, e a que lá cresceu foi chamada de Celeborn (Celeb=prata).
Ainda mais tarde trouxeram uma muda de Celeborn e plantaram-na em Númenor e a árvore se chamou Nimloth, a Bela (Nim=branca, Loth=flor). A história de Nimloth é cheia de altos e baixos. Sauron a destruiu sem saber que Isildur havia lhe tirado um fruto, que seria plantado em Minas Ithil. Novamente Sauron a destrói, e novamente Isildur lhe retira uma muda, plantando-a em Minas Anor, onde voltou a florir, mas numa certa época, após Minas Ithil ser tomada por Nazgûl, definhou.
Depois da Guerra do Anel, Mithrandir encontrou uma muda em Mindolluin, montanha que se erguia atras de Minas Anor, e Aragorn a plantou em Minas Tirith, antiga Minas Anor, novamente, e a árvore ganhou vida de novo.

As Duas Árvores existiram numa época em que a única fonte de luz eram as estrelas (que aliás foram criadas por Varda em benefício dos elfos a partir do orvalho das Árvores). Quando três elfos foram levados para ver Valinor por si mesmos, de modo a convencer os elfos a irem às Terras Imortais, parece que foram as Árvores que mais os “comoveram”.
Dizem que Thingol em particular estimulou a Grande Viagem pelo seu desejo de ver as Árvores novamente (até que se satisfaz com a luz do semblante de Melian). Posteriormente, os elfos foram divididos em Calaquendi, elfos-da-luz, aqueles que viram a luz das Árvores, e Moriquendi, elfos-da-escuridão, aqueles que não viram.
Além disso, as Silmarilli, em torno da qual gira toda a história da primeira Era e do Silmarillion, são as gemas que guardam os últimos remanescentes da luz das Duas Árvores Sagradas de Valinor.
Na Segunda e Terceira Eras, as Árvores Brancas de Númenor e as de Gondor, que descendiam de Telperion, têm significado simbólico muito importante. Elas representam os reinos em questão, e também remontam a antiga aliança entre Dúnedain e Elfos.


Criação e início de sua História

Consta que Deus, chamado Eru Ilúvatar, vivia só nas Mansões Eternas de Eä, até que, de seu pensamento, ele criou os Ainur, que são espíritos. Os Ainur cantavam sozinhos ou em pequenos grupos, pois de início só compreendiam a parte da mente de Eru da qual tinham sido criados. Mas eles passaram a se tornar mais harmoniosos, passaram a compreender os outros Ainur, e então Eru Ilúvatar reuniu todos eles diante de si e propôs um tema. Os Ainur deveriam ornamentar este tema, fazendo uma Música, a chamada Ainulindalë, a Música dos Ainur. Eles assim fizeram mas então um dos Ainur, o mais poderoso deles, chamado Melkor, provocou uma dissonância, almejando fazer uma música própria, mas sua música era repetitiva e cansativa, e alguns dos Ainur próximos a ele começaram a desviar-se do propósito inicial de Eru, e assim a dissonância foi se espalhando, até que Eru se levantou do trono, sorrindo, e ergueu a mão esquerda, sugerindo um novo tema. Novamente Melkor entrou em dissonância com a Música, até que Eru ergueu a mão direita, com uma expressão severa e um terceiro tema surgiu, mas a música fútil de Melkor continuava e então Eru, com uma expressão terrível, ergueu as duas mãos e a Música cessou.

Eru então, para mostrar a Melkor que nenhuma música seria tocada sem ter nele próprio a fonte mais remota, desnudou diante dos Ainur a visão que, ornamentando os Temas de Eru, eles tinham tido ao cantarem. E eles viram, dentro do Vazio, um globo, a Terra, que surgira na Música, e ela era linda, e eles viram os esplendorosos Filhos de Eru. E Eru então fez com que toda a visão se tornasse realidade, dizendo "Eä! Que essas coisas Existam!".

Alguns dos Ainur que se enamoraram de Eä, a Terra, puderam descer para lá, pois a visão ainda não era plenamente concreta: seriam eles que teriam de trabalhar para que assim fosse. Desses espíritos que desceram à Terra, os mais poderosos foram chamados de Valar, e os menos poderosos, de Maiar.
Iniciou-se assim o Governo dos Valar na Terra. Melkor desceu junto, e secretamente cobiçava a Terra; e tudo que os outros Valar faziam, ele desfazia, e os outros se exauriam em reparar os danos. Esse foi o início da Terra e da História dos Valar como seus governantes.


Aparência e relações de parentesco

Os Valar desde o início eram ou do sexo masculino ou do feminino, e de acordo com isso eles se vestiam, assumindo formas carnais. No entanto, eles não precisavam assumir tais formas, podendo caminhar invisíveis ou mesmo se revestir com seu pensamento, tornando-se visíveis em formas de majestade e terror.
Sobre o parentesco, são considerados como irmãos entre os Valar, apenas aqueles que na Mente de Eru eram irmãos. Manwë, Senhor de Arda, por exemplo, era irmão de Melkor no pensamento de Eru, e assim o são na Terra. Sobre o casamento, todos eles são casados, à exceção de Nienna e Ulmo. Das uniões entre os Valar, somente uma ocorreu dentro de Eä: o casamento de Nessa e Tulkas, que chegou por último à Terra para auxiliar os outros Valar. Os Valar não possuem filhos, nem sequer é dito se os Ainur podem tê-los. Temos apenas a história da Maia (Ainur de categoria inferior aos Valar) chamada Melian, que apaixonou-se por um elfo e com ele teve uma filha. A Maia se apresentava na forma carnal.

Valar
Em ordem de poder, são eles:

Manwë - Rei de Arda, Senhor dos Ares
Ulmo - Senhor das Águas
Aulë - Governante de todas as substâncias de Arda e criador dos Anões
Mandos - Senhor dos Mortos, Juíz e Oráculo dos Valar
Oromë - Domador das Bestas e das Feras
Lórien - Senhor dos Sonhos e das Visões
Tulkas - Senhor da Força


Valier
Em ordem de poder, são elas:

Varda - Rainha de Arda, Senhora da Luz e das Estrelas
Yavanna - Senhora das Plantas e dos Animais
Nienna - Senhora do Luto e da Compaixão
Estë - Senhora da Cura e do Repouso
Vairë - Tecelã do Tempo
Nessa - Senhora das Danças
Vána - Senhora das Flores


Aratar
Dentre os quatorze Valar, oito se destacam como os de maior prestígio e poder. São chamados Aratar, os Enaltecidos.

Manwë
Ulmo
Aulë
Mandos
Oromë
Varda
Yavanna
Nienna
O caso de Melkor


Melkor era, no início, o mais poderoso dos Ainur, e portanto dos Valar. No entanto, ele se rebelou contra Eru e os Valar, e por isso não é mais contado entre eles. Também fazia parte da divisão dos Aratar, não sendo mais um deles. Portanto, Melkor, o Inimigo do Mundo e Primeiro Senhor do Escuro (o Segundo foi Sauron, servo de Melkor) não é mais Vala.


Principais Maiar

Segue uma lista dos principais maiar, com seus nomes dados em Quenya:

Arien
Eönwë
Ilmarë
Melian
Ossë
Salmar
Tilion
Uinen
Olórin (Gandalf)
Alatar e Pallando (os Magos Azuis)
Aiwendil (Radagast)
Curunír (Saruman)
Sauron
ELFOS



Elfos, na obra de J.R.R.Tolkien, são uma raça que, juntamente com os Humanos são os Filhos de Ilúvatar.

Os Elfos são descritos como altos e belos, parecidos com os Valar, só que menores em estatura e poder, e são imortais, pelos menos enquanto o Mundo, chamado Arda, existir. Não envelhecem nem adoecem, e se forem mortalmente feridos ou se sofrerem um grande desgosto seu corpo morre, mas seu espírito sobrevive e reencarna nas Mansões de Mandos, em um corpo idêntico e com as mesmas lembranças. Um direito que os elfos têm é o de ir, se assim desejarem, para Valinor, no continente sagrado de Aman, destino esse vedado aos mortais.

Os primeiros elfos teriam surgido em Cuiviénen, no extremo Oeste da Terra Média, longas Eras antes da ascensão do Sol ou da Lua, no tempo em que as Duas Árvores ainda brilhavam. Foram inicialmente vistos por Oromë, mas viram primeiro as estrelas e por isso reverenciam Varda Elentári acima de todos os outros Valar. Convidados pelos Valar a juntarem-se-lhes no Reino Abençoado, os elfos empreenderam um longa viagem desde Cuiviénen até à costa oeste da Terra-média.

Os elfos têm uma longa história de diásporas, durante as quais adquiriram características (especialmente culturais) próprias. Está listado abaixo uma lista resumida das divisões dos elfos, feita a partir do livro O Silmarillion.

Quendi
Significa “Aqueles que falam com vozes”, e é o termo geral para todos os elfos, inclusive os Avari.

Eldar
Também chamados de Calaquendi, ou Elfos-da-luz, denomina todos os elfos que partiram para Valinor.

Vanyar
Os maiores poetas dos elfos, são louros de olhos azuis e considerados os mais belos. Seu rei é Ingwë, o Rei Supremo dos Elfos. Aprenderam muito com Manwë e Varda.

Noldor
São os mais sábios e habilidosos, com cabelos negros e olhos cinzentos. Seu rei é Finwë, e aprenderam muito com Aulë.

Teleri
Dividem-se entre os que chegaram e os que não chegaram a Valinor. Os que chegaram são chamados de Falmari. São grandes marinheiros e cantores. São morenos ou de olhos e cabelos prateados. Demoraram-se na viagem a Valinor e formam o povo mais numeroso dos elfos. Seus reis são Olwë e Elwë, este último conhecido por Thingol, que abandonou a viagem para ficar com Melian, a Maia. Aprenderam muito com Ossë.

Moriquendi
São os Elfos-da-escuridão. São chamados assim os elfos que não aceitaram o convite dos Valar e ficaram na Terra-média. Incluem os Avari e os Úmanyar.

Avari
Significa "Os relutantes". São os elfos que se recusaram a ir para Valinor e cujo destino é incerto.

Úmanyar
Nome dado aos elfos que partiram para Valinor, mas não chegaram. Estão incluídos na classe dos Moriquendi, mas não incluem os Avari.

Eglath
“O Povo Abandonado”. De origem Telerin, eles ficaram na Terra-média a procura de Elwë enquanto os outros iam a Valinor.

Sindar
Os “Elfos-cinzentos”. São todos os elfos Telerin que os Noldor encontraram em Beleriand à exceção dos Laiquendi.

Nandor
“Os que dão meia-volta”. Elfos de origem Telerin, que não quiseram atravessar as Montanhas Nevoentas.
Laiquendi
“Elfos-verdes”. Atravessaram as Montanhas Azuis e foram morar em Ossiriand.
Elfos Silvestres: Permaneceram no Vale do Anduin e na Grande Floresta Verde.



O Silmarillion compreende cinco partes, a saber:

Ainulindalë (A Música dos Ainur): fala da criação de Eä, o Mundo.
Valaquenta (O Relato dos Valar): descreve os Valar e os Maiar, os poderosos que formaram o mundo.
Quenta Silmarillion (A História das Silmarils): é a história do que aconteceu antes e durante a Primeira Era, formando a maior e principal parte do livro.
Akallabêth (A Queda de Númenor): fala da ilha de Númenor e sua Queda na Segunda Era.
Dos Anéis do Poder e da Terceira Era: um breve relato dos principais acontecimentos desde a criação dos Anéis do Poder até o fim da Terceira Era.
Fala do surgimento do mal em Arda, a origem dos Orcs, o costume dos Elfos e sua imortalidade,e com o Mundo Plano, e com a história do Sol e da Lua.
As Duas Árvores de Valinor eram: Telperion prateada e Laurelin dourada. Elas davam luz à Terra dos Poderes do Mundo, os Valar, em tempos antigos. Originaram posteriormente a Lua e o Sol, e sua existência está ligada a vários aspectos internos ao Silmarillion.

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Re: Tolkien

Mensagem  Elektra em Seg Nov 08, 2010 8:16 pm

O HOBBIT



A narrativa do Hobbit antece a história contada na triologia do Senhor dos Anéis , em 60 anos.

Hobbit conta a história de um hobbit chamado Bilbo Baggins (Bilbo Bolseiro)que nunca pensara em sair de sua toca grande e confortável, até que foi “convidado”por um mago chamado Gandalf, a entrar numa aventura com mais 13 anões (Dwalin, Balin, Kili, Fili, Dori,Nori,Ori, Oin, Gloin,Bifur,Bofur,Bombur e Thorin (escudo de carvalho).

Estes queriam recuperar os seus tesouros que tinham sido roubados por um dragão chamado Smaug.Assim, eles saem em busca da Montanha Solitária com o objectivo de recuperarem o que lhes pertence, por outras palavras roubarem o dragão.Os tesouros haviam sido roubados por Smaug no tempo de Thror, o avô de Thorin.

No meio desta incrivel aventura onde vão se cruzar com orcs, elfos, aranhas gigantes e outros seres, Bilbo vai encontrar um anel que confere ao seu utilizador o poder da invisibilidade e que vai ter grande importância no decorrer da história.

Depois das Montanhas e já na Floresta das Trevas, o grupo persegue grupos de elfos em busca de comida, acabando os anões por serem presos. Bilbo, por sua vez, escapa devido ao anel e vai ajudar os companheiros a escaparem também, com a ajuda do mesmo.
Depois de uma breve passagem na Cidade do Lago (Esgaroth), onde restabelecem forças, o grupo avança finalmente para a Montanha Solitária, onde o dragão dorme. Quando lá chegam, os anões decidem que Bilbo deve fazer algum trabalho de pesquisa, pois é esse o seu trabalho. Assim, este vai ao encontro do dragão, nas profundezas da montanha. Lá, Bilbo descobre que a carapaça do dragão tem uma falha e comunica isso aos anões, sendo também ouvido por um dos tordos que falavam e compreendiam a língua dos homens. Este tordo vai depois dizer isto a Bard um dos capitães da Cidade do Lago, que vai acabar por matar Smaug numa das suas investidas à cidade.
Com o dragão morto, não havia nada que impedisse qualquer homem ou elfo de recolher os famosos tesouros dos anões. Assim, logo se reuniu um exército elfo e humano para resgatar o tesouro perdido, ignorando que os anões estão ainda vivos. É também através dos corvos que os anões vão sabendo o que se passa e, por isso, decidem chamar os seus familiares mais próximos para os acudir.
Dias depois, ficam a saber por Gandalf que um exército de orcs e wargs se dirige para o local, onde se vai travar a Batalha dos Cinco Exércitos, batalha essa ganha pelos humanos, elfos e anões.

No final desta batalha, Bilbo regressa a casa com uma pequena parte do tesouro,e um anel que vai mudar a vida de Bilbo. No final do livro vemos que aquela criatura que não gostava de aventuras, o hobbit Bilbo, demonstrou grande coragem e foi muito bem recompensado. Voltou para casa com boas histórias para divertir as crianças do Condado, uma parte do tesouro, e o Um anel, mais tarde envolvido na trilogia O Senhor dos Anéis.



HOBBITS


Um hobbit é uma das criaturas apresentadas por J.R.R Tolkien em suas obras (O Hobbit e O Senhor dos Anéis), onde têm um papel principal, apesar de à partida serem um povo secundário entre os que habitam a Terra Média .

Os hobbits são um povo pequeno, que normalmente não ultrapassa um metro de altura e coincidirão a possibilidade de participarem de uma aventura como uma atitude insana pois preferem a calma de sua vida rotineira. Andam descalços, porque a sola de seus pés e muito espessa, não necessitando de calçados. Vivem em tocas grandes e confortáveis (na verdade, casas subterrâneas com um só andar e várias despensas) em uma terra ao oeste da Terra Média, chamada Shire .

Os hobbits vivem da agricultura, presenteiam os outros em seus aniversários com grandes festas com inúmeros convidados e são um povo simples. Não se importam com o que esteja acontecendo no resto do mundo, pois não possuem tanto interesse naquilo que se encontra além do seu reino, e são famosos pela sua Erva de fumo.



HOBBITS FAMOSOS


Frodo Baggins (Frodo Bolseiro) - Nascido em 22 de Setembro de 2968 da Terceira Era (segundo o calendário de Gondor) ou 1368 do Calendário do Condado, os seus pais eram Drogo Baggins e Prímula Brandebuque. Viveu durante a sua infância na casa dos antepassados da sua mãe, a Brandevin em Buckland. Infelizmente, também Frodo teve uma vida inicial difícil com a morte dos seus pais num acidente de barco quando tinha apenas 12 anos. Tendo ficado a cargo dos seus parentes Brandebuques, Frodo tornou-se um bom hobbit. Tal como todos os membros da sua raça com pouca curiosidade sobre a vida exterior ao Shire (Condado), a região onde todos o hobbits residiam e apreciando ao máximo os prazeres da vida como comer, descansar e fumar erva-de-cachimbo.
Frodo tinha muitos amigos e apesar de algumas tropelias, vivia de uma forma absolutamente normal. Dava-se muito bem com o seu tio, Bilbo Baggins, que vivia no Bolsão (nome da casa de Bilbo)e que tal como ele também era órfão. Quando completou 20 anos, o seu tio convidou-o a morar com ele e tornou-o seu herdeiro. Frodo se tornou Portador do Anel após a partida de Bilbo Baggins


Bilbo Baggins (Bilbo Bolseiro) - A primeira grande aventura de Bilbo Baggins acontece ainda durante a Terceira Era. Filho único, este estranho hobbit – como era considerado pelos seus próprios concidadãos – abandona o Condado por tempo indefinido, depois de uma misteriosa visita de Gandalf. O motivo da sua partida era simples: ajudar Thorin e um grupo de mais 12 anões ( Fili, Kili, Nori, Dori, Bifur, Bofur, Bombur, Gloin, Óin, Ori, Bali e Dwalin ) por ele liderados a vingarem-se de Smaug. Para Gandalf a presença de um hobbit nesta campanha era indispensável, não só pela sua discrição, mas também como forma de se preparar aquele povo para os tempos sombrios que haviam de chegar. Quanto ao fato de ter escolhido o líder da família Bolseiro, o feiticeiro chegou a admitir que era uma questão de destino. Bilbo não necessitou de grandes argumentos para se deixar convencer a juntar-se ao grupo e a partir em busca de novas aventuras, sobretudo depois de ter vivido sete anos sozinho, após a morte dos seus pais. Foi essa jornada que o próprio Bilbo descreveu no Livro Vermelho e que lhe permitiu, por acaso, roubar o Anel do Poder de Gollum. Vingados os anões e recuperados os seus tesouros, o líder da família Baggins regressa a casa com o seu próprio tesouro: o Anel. Mas a sua vida no Condado também lhe reserva algumas surpresas. Alguns anos depois de chegar e perante a morte dos pais de Frodo, Bilbo adopta o sobrinho.


Samwise Gamgee ou Sam- Nascido no ano 1380 do Calendário do Shire filho de Hamfast Gamgi e Sineta Bonfilho, é jardineiro e fiel amigo de Frodo Baggins, que o acompanha em sua viagem a Mordor durante a Guerra do Anel.


Meriadoc Brandybuck ou Merry - Filho de Saradoc "Espalha-Ouro" e Esmeralda Took da Buckland, nascido no ano 1382 do Calendário do Shire. É um dos companheiros que ruma do Condado com Frodo durante a Guerra do Anel.


Peregrin Tuk ou Pippin - Filho de Paladin II e Eglantina Ladeira dos Grandes Smials , nascido no ano 1390 do Calendário do Condado. É um dos companheiros que ruma do Condado com Frodo durante a Guerra do Anel.






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Re: Tolkien

Mensagem  Elektra em Seg Nov 08, 2010 8:23 pm

CONTOS INACABADOS DE NÚMENOR E DA TERRA MÉDIA





Contos Inacabados de Númenor e da Terra-média, ou simplesmente Contos Inacabados, é uma colectânea de histórias em forma de notas esboçadas por J.R.R. Tolkien. Essas histórias nunca foram terminadas quando o autor estava vivo, mas foram compiladas pelo filho, Christopher Tolkien e publicados em 1980 no Reino Unido.

Ao contrário de o Silmarillion,também uma obra póstuma, em que Christopher Tolkien teve de fazer certas alterações no texto para dar consistência, Contos Inacabados é apresentado exactamente como foi deixado por Tolkien pai antes de morrer. Por causa disto, o livro vem acompanhado de inúmeras notas que explicam certos pontos obscuros e/ou inconsistente dos textos.

Pode-se ver no livro explicações mais detalhadas, muitas vezes novas, sobre coisas faladas no Silmarillion , no Senhor dos Anéis, e no Hobbit daí o nome Contos Inacabados. Nele conhecemos a história dos magos, os Istari, do qual Gandalf faz parte, sabemos mais sobre a história de Tuor após seu encontro com o deus Ulmo das Águas e muitas outras coisas.

Tal como no primeiro, em Contos Inacabados encontramos histórias das três Eras da mitologia tolkiana. Contudo, enquanto que no Silmarillion a narrativa é praticamente contínua e existe uma coerência temporal nesta obra essa linearidade não existe, e os 14 textos apresentados são totalmente independentes.

Muitos destes textos são, como disse inicialmente, incompletos, adaptados ou simplesmente ensaios; e mesmo com a preocupação de Christopher Tolkien em organizar e estruturar a obra para que houvesse uma distinção entre autor e compilador, nem sempre a narrativa foi facilmente interpretada.

Uma das consequências do facto deste livro ser constituído por ensaios é a existência de inúmeras notas. Por vezes, existe uma nota por parágrafo, o que obriga a repetidas pausas na narrativa. O facto de existir também uma verdadeira demanda a nível da explicação, por parte de Christopher, de dados etimológicos ou históricos dá à narrativa um aspecto, também, menos artístico.

Aborda a Primeira Era sobre Tuor e Túrin respectivamente, e também as da Terceira Era no que toca às relações entre Gondor e Rohan e aos acontecimentos precedentes da Guerra do Anel.

Um novo “achado” nesta obra foi a existência dos Drúedain, um povo com características entre hobbit e anão, embora bastante complexo e pouco conhecido na Terra Média. Histórias como a chegada dos Istari à Terra Média, dos quais Gandalf pertencia, ou a de Aldarion e Erendis de Númenor.





OS FILHOS DE HÚRIN





Os Filhos de Húrin, ou Narn i hîn Húrin, é um dos livros da obra do escritor J.R.R.Tolkien. Lançado em 2007, é o mais recente publicado pelo filho do autor, Christopher Tolkien, executor do espólio literário de J.R.R.Tolkien, que fez um trabalho de compilação e edição das notas de seu pai.

Os Filhos de Húrin não é a primeira história a ser publicada após a morte do autor em 1973. Já antes Christopher Tolkien foi o responsável pela publicação de O Silmarillion, uma coletânea dos principais mitos que constituíam os alicerces da ficção Tolkieniana, e para muitos dos fãs foi a sua melhor criação. Surgiram também os doze volumes de The History of Middle Earth, embora não tão vocacionados para o público em geral, e também Contos Inacabados, que é uma espécie de análise profunda de algumas histórias de O Silmarillion.

É absolutamente trágico. Os finais de Tolkien não de raro são infelizes. As suas histórias contêm um sabor doce e amargo, e a vitória anda sempre a par com um profundo sentimento de perda e mágoa. Isto será ainda mais verdade em Os Filhos de Húrin.

Em Portugal, o livro contem 25 ilustrações especialmente criadas para a obra da autoria de Alan Lee (o mesmo ilustrador de outras obras de Tolkien, tendo sido convidado pelo realizador Peter Jackson para ajudar a desenhar os cenários durante as filmagens do Senhor dos Anéis).

Sendo esta uma publicação póstuma, a história contida neste livro foi iniciada pelo seu autor há várias décadas, mais precisamente em 1914. Avaliando os excertos contidos em O Silmarillion e Contos Inacabados, esta é talvez uma das criações mais obscuras de Tolkien. É uma história sobre maldição e a impossibilidade de escapar a uma condenação ditada por Morgoth, o Sinistro Inimigo do Mundo. A história sobre a incapacidade de um homem de assumir as rédeas do seu próprio destino e desafiar as forças que aprisionam e limitam a sua vida.

Húrin, um dos maiores guerreiros humanos de antigas eras, é aprisionado por Morgoth e amaldiçoado por se recusar a trair os elfos. Acorrentado de forma mágica a uma cadeira num alto pico, é forçado cruelmente a assistir a todos os males que se abateram sobre a sua própria família. O seu filho, Túrin, faz jus à memória do pai, mas ao longo das suas inúmeras batalhas, tragédias marcam todas as suas ações e todos os que o amam. A história tem o fim trágico com o suicídio de Túrin, que descobriu que a mulher por quem se apaixonara era sua irmã, Nienor.


Túrin Turambar

No mundo fictício de J.R.R.Tolkien, Túrin Turambar era um homem de Dor-Lómin , que se tornou um herói trágico da Primeira Era. É dito que foi o mais belo homem que já viveu. Também se afirma que foi o maior guerreiro de seu tempo, embora seu pai, Húrin, às vezes seja considerado o maior.

A história de sua vida é contada nas Crônicas dos Filhos de Húrin, o Narn i Chîn Húrin, e no poema épico A Baladados Filhos de Húrin. Depois da morte do autor, Christopher Tolkien, seu filho, publicou uma versão encurtada de sua história no Silmarillion, no capítulo De Túrin Turambar, e a sua versão complementar nos Contos Inacabados. O fim da história, chamado As Viagens de Húrin tornou-se parte do livro A Guerra das Jóias, da série A História da Terra-média. Christopher está publicou em 2007 um romance à parte, chamado Os Filhos deHúrin,baseado nos esboços não terminados de Tolkien, que Christopher editou numa versão completa.

Túrin era o único filho homem de Húrin e Morwen. Húrin era um grande guerreiro entre os homens, líder da região de Dor-lómin. Deixou sua casa, sua esposa e seu filho, ainda criança, para lutar nas batalhas que ficaram conhecidas como as Nirmaeth Arnoediad (As Lágrimas Incontáveis), em que houve várias perdas irreparáveis. Ao fim da batalha, o próprio Húrin é capturado e levado para Angband, os domínios de Morgoth , o Grande Inimigo de todos. Lá, Húrin com seu orgulho desafia Morgoth. Furioso, Morgoth lança uma maldição contra Húrin e todos os seus filhos, dizendo que tudo que eles fizerem terá resultados terríveis, e todos com quem eles se envolverem sofrerão conseqüências funestas. Morgoth então prende Húrin numa cadeira no alto das torres Thangorodrim, lançando um encantamento que evita que Húrin morra enquanto a maldição contra seus filhos não se concretiza, e fazendo com que Húrin observe tudo de longe, como se possuísse a visão distante de Morgoth.

Túrin tinha uma irmã menor chamada Urwen, conhecida como Lalaith, que morreu ainda criança devido uma nuvem de pestilência lançada por Morgoth. Quando foi capturado durante a guerra, Túrin ficou com sua mãe Morwen, que o escondeu dos Orientais que Morgoth havia mandado a Hithlum, com medo de que eles pudessem matar o filho ou escravizá-lo. Sem que Túrin soubesse, Morgoth amaldiçoou a família de Húrin.

Quando Túrin tinha nove anos, Morwen o mandou secretamente a Doriath,onde foi tomado como um filho pelo rei daquele reino, Thingol,esposo de Melian, a Maia. Após a partida de Túrin, nasce Nienor, sua irmã, filha de Húrin e Morwen.

Assim que lhe foi permitido, juntou-se a Beleg Arcoforte nos exércitos de Doriath, lutando contra os orcs de Morgoth. Vestia sempre o Elmo-de-dragão de Dor-lómin que era herança da Casa de Hador, e os orcs começaram a temê-lo mais que todos.

Morou por doze anos em Doriath, mas num acidente causou a morte de um dos conselheiros de Thingol, Saeros, que havia provocado e atacado Túrin pelas costas. Ele fugiu antes que pudesse ser julgado pelo rei, encontrando um grupo de proscritos que moravam ao sul de Brethil. Ali ele se identificou como Neithan, o Injustiçado, e tornou-se líder dos proscritos. Enquanto isso, ao conhecer os detalhes dos fatos que levaram à morte de Saeros, o rei Thingol perdoa Túrin e permite que Beleg parta de Doriath em busca dele, carregando consigo a espada Anglachel, considerada maliciosa e famosa por ter sido forjada pelo elfo Eol, de coração negro.

Após viver em céu aberto por algum tempo, o grupo de Túrin encontra e captura o anão Mîm. Como pagamento de resgate por sua vida, Mîm abriga todo o grupo em sua morada, escavada na colina de Amon Rûdh. Eventualmente, Beleg reencontra Túrin e vive por um tempo com o grupo em Amon Rûdh, que começa a servir como ponto de referência na resistência contra Morgoth, atraindo homens que vagavam sem destino nas terras ao redor.

Ao chegar em Amon Rûdh Beleg entrega a Túrin seu antigo elmo, o Elmo-do-Dragão, e a partir de então as terras ao redor passaram a se chamar Dor-Cúarthol, a Terra do Arco e do Elmo. Lá Túrin adoptou o nome de Gorthol, o Elmo do Terror. Muitos juntaram-se a eles, e o Oeste de Beleriand ficou livre do mal por um tempo.

A presença de Beleg em Amon Rûdh causava ainda mais desconforto a Mîm, pois o anão odiava elfos. Eventualmente, Túrin foi traído por Mîm, que capturado após vigia, mostrou aos orcs onde encontrá-los, com o objectivo de se vingar e recuperar sua casa. Seu grupo foi morto e ele foi capturado vivo, para ser torturado em Angband. Beleg sobreviveu, e partiu novamente em busca de Túrin, seguindo os rastros do bando de orcs.

No caminho, nas florestas de Taur-nu-Fuin, dominadas pela sombra do mal, Beleg encontra Gwindor, um elfo que havia conseguido escapar dos tormentos de Angband. Eles continuam a viagem juntos, após Beleg cuidar das feridas de Gwindor. Já entrando nas dunas do deserto de Anfauglith, próximo de Angband, Beleg encontra Túrin, desacordado. Com a ajuda de Gwindor, ele carrega Túrin para longe do acampamento orc. Porém, quando Beleg foi libertar Túrin, a malícia de Anglachel se manifesta, e a espada escorrega de sua mão, espetando o pé de Túrin. Este acorda assustado, pensando ter sido acordado para mais torturas dos orcs. Na escuridão da noite chuvosa, Túrin parte para lutar com a figura desconhecida que supostamente o iria torturar, rouba sua espada e acerta o suposto inimigo com um golpe mortal. Após perceber que havia acabado de matar seu melhor amigo com as próprias mãos, Túrin entra num estado de desespero, quase de loucura, numa espécie de transe. Gwindor então passa a acompanhar Túrin, e o leva até as Fontes do Rio Ivrin, abençoadas pelo Senhor das Águas, Ulmo. Lá, Gwindor lhe dá de suas águas puras e finalmente, Túrin é curado de sua loucura.

Gwindor leva Túrin a seu lar, nas cavernas élficas de Nargothrond. Túrin, procurando evitar sua maldição, esconde seu nome, chamando a si mesmo de Agarwen, Sujo de Sangue. Anglachel foi reforjada e nomeada Gurthang, Ferro da Morte. Com o passar do tempo, por sua beleza, seu valor e sua sabedoria élfica, Túrin também ficou conhecido como Adanedhel, o Homen-Elfo. Túrin tornou-se chefe conselheiro do rei Orodreth, e sua influência em Nargothrond cresceu até se tornar o líder bélico do reino.

Finduilas, filha do rei Orodreth, apaixonou-se por ele, mas Túrin era impressionado com Finduilas pois ela o lembrava de sua irmã Lalaith, e de seu povo. Para Túrin, Finduilas era como uma rainha. Túrin recusou-se a dizer-lhe seu nome, e ela o chamou de Thurin, o Secreto .

Quando Glaurung, o dragão de Morgoth, atacou a cidade e Túrin, hipnotizado por seu olhar, viu impotente Finduilas passar capturada por ele, e foi forçado a acreditar que Morwen e Nienor estavam sofrendo em Dor-lómin, quando na verdade já haviam fugido de lá e estavam seguras em Doriath.

Quando a notícia da destruição de Nargothrond chega Doriath, Morwen e Nienor precipitadamente saem a procura de Turim, auxiliados por uma tropa de elfos. Infelizmente, Glaurung, que está habitando os arruinados Salões de Nargothrond, ataca e consegue separa-las de sua escolta élfica. Morwen estava perdida, os Elfos fugiram, mas Nienor é abordada pelo dragão e luta com ele numa batalha de vontades. Ela perde, e Glaurung maliciosamente consegue prendê-la com seu olhar malicioso e põe um feitiço sobre Nienor, fazendo ela esquecer todas suas memórias. Liberta depois de algum tempo do feitiço do dragão, Nienor disperta sem lembrar sequer como se fala, livra-se de suas roupas e se pôe em fuga de um pavor desconhecido para dentro da mata...

Enquanto isso, em Dor-lómin, Túrin encontrou vazia sua antiga casa, mas lá recebeu a informação de que sua mãe e irmã haviam partido há tempos para Doriath. Túrin então procurou por Finduilas, mas os homens de Brethil o informaram que ela fora morta com uma lança no peito.

Túrin passa então a morar em Brethil, adoptando o seu mais famoso nome: Turambar, o Senhor do Destino. Depois de um tempo, no túmulo de Finduilas ele encontra uma mulher caída. Ele a revigora mas não consegue extrair-lhe nenhuma palavra, somente lágrimas, e por isso a chama de Níniel, Donzela das Lágrimas, que posteriormente se apaixona por Túrin, e ambos se casam.

Quando Glaurung volta a atacar, Túrin toma novamente sua espada e parte para matá-lo. Quando ele consegue, o sangue de Glaurung queima sua mão, e ele desmaia, mas Níniel vem a sua procura e o encontra. Glaurung, com suas últimas forças, desfez o seu feitiço, e revela que Turambar é na verdade seu irmão e que seu real nome é Nienor.

Nienor, ao saber disso, atira-se no abismo, caindo nas águas do Teiglin. Quando Túrin acorda, encontra sua mão enfaixada, e descobrindo toda a história, pega sua espada, finca-a no chão e atira-se nela, morrendo. Foi enterrado no lugar onde Glaurung, que foi queimado, jazia. Lá está seu túmulo, com as inscrições em runas de Doriath:



TÚRIN TURAMBAR DAGNIR GLAURUNGA
Túrin, Senhor do Destino, a Perdição de Glaurung.
Abaixo disso está escrito:
NIENOR NÍNIEL


Embora não se saiba aonde seu corpo foi levado pelas águas. Morwen e Húrin encontraram-se nesse mesmo lugar tempos depois, pela última vez, e Morwen também foi enterrada lá.

Foi profetisado por Mandos que no Fim dos Tempos, a Dagor Dagorath Morgoth vai liderar a Batalha Final contra os Valar e os Filhos de Ilúvatar, e que Túrin Turambar irá lhe dar o sopro da morte, com sua espada Gurthang, que será reforjada, exterminando o mal para sempre e, assim, vingar os Filhos de Húrin e todos os Humanos.


Húrin


Houve várias pessoas de destaque chamadas Húrin nas eras conseqüentes, como por exemplo Húrin o Alto, Guardião das Chaves de Gondor em O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei.

No mundo ficcional da Terra Média , Húrin Thalion foi um herói e um dos maiores guerreiros entre os Homens da Primeira Era. Também conhecido como Sindarin , foi o filho mais velho de Galdor, o Alto e Hareth, e tinha um irmão mais novo, Huor.

Viveu entre seu povo na floresta de Brethil até o ano de 458 da Primeira Era, quando então se juntou com seu irmão ao grupo de guerra contra os Orcs. Os irmãos, se separaram da sua companhia, passando a vagar pelo Vale de Sirion. Perseguido por orcs, o Vala Ulmo causou a aparição de uma névoa sob os rios, ajudando os irmãos a escaparem para Dimbar. Lá, duas águias os transportaram até Gondolin.

Em Gondolin, o Rei Turgon recebeu os irmãos, recordando a profecia de Ulmo que a Casa de Hador (à qual Húrin pertencia) iria ajudar Gondolin quando esta mais precisar. Turgon desejava que os irmãos permanecessem em Gondolin, mas a vontade de Húrin e Huor era de retornar para seu próprio povo. Os irmãos então juraram manter Gondolin em segredo, e águias novamente os transportaram, dessa vez para Dor–lómin

No ano 462, Morgoth atacou Hithlum, e Galdor, pai de Húrin, pereceu defendendo a Ered Wethrin. Húrin, com pesadas baixas de seu lado, perseguiu os orcs pelas planícies de Anfauglith. Depois disso, Húrin passou a reinar sobre o feudo de Dor-lómin, em Hithlum.

Em 471, Húrin lutou junto a seu irmão e aos Filhos de Hador. Ao ver que a batalha estava perdida, Huor e Húrin defenderam o terreno, permitindo Turgon escapar. Huor foi morto por uma flecha envenenada que o atingiu no olho.

Dois anos depois casou-se com Morwen, da casa de Beor, e mais tarde naquele mesmo ano tiveram um filho Túrin, que foi seguido por uma filha Urwen, mais conhecida como Lalaith pela semelhança que apresentava com uma criança élfica, mas ela morreu com apenas três anos por causa de uma praga enviada de Angband por Morgoth.

Em 472, em Nirnaeth Arnoediad, Húrin lutou ao lado de Huor e dos Filhos de Hador. Ao longo da batalha, ele se encontrou novamente com Turgon, o que resultou num encontro agradável. Apesar de terem perdido a batalha, Húrin e Huor continuaram a lutar com os Orcs, fazendo com que Turgon escapasse. Huor foi assassinado, mas Húrin lutou com seu machado até ser encurralado numa montanha de Orcs e Trolls mortos. Húrin foi aprisionado por Morgoth e amaldiçoado juntamente com seus parentes por se recusar a revelar a localização da cidade de Gondolin.

Húrin foi aprisionado nos picos de Thangorodrim, ou acorrentado ou magicamente imobilizado num assento. Apesar do grande poder de Morgoth, ele podia ver todas as maldições que recaíam sobre seu filho Túrin de onde estava sentado. Ele nunca chegou a ver sua segunda filha, Nienor, que nasceu enquanto estava sob a custódia de Morgoth. Posteriormente, foi revelado que ele poderia ter visto ela de seu assento encantado e assim ficou ainda mais amargurado pelo modo que seus filhos, ambos sob o feitiço de Glaurung, se casaram e mais tarde cometerem suicídio.

No ano 500, depois da morte de seus filhos, Húrin foi libertado por Morgoth. Ele foi levado de volta ao seu antigo lar em Hithlum, porém os Easterlings que lá moravam não o reconheceram e mais dele ficaram com medo, pensando que ele servisse seu senhor Morgoth. A Casa de Hador tinha sido destruída ou escravizada. Sete proscritos se juntaram a Húrin, e juntos eles se dirigiram para o vale de Sirion, onde ele outrora encontrara Gondolin. Húrin abandonou os criminosos e procurou pela entrada, mas Gondolin estava fechada, e Turgon primeiramente não quis permitir a entrada de Húrin. Húrin criticou Turgon, desse modo revelando a localização de Gondolin para os espiões de Morgoth, e foi embora. Apenas depois da partida de Húrin Turgon mudou de idéia e mandou águias para buscá-lo, contudo, elas chegaram muito tarde e não o encontraram.

Húrin se dirigiu até a floresta de Brethil, onde seus filhos haviam morrido, e encontrou sua esposa Morwen junto ao túmulo deles, velha e grisalha instantes antes de ela também morrer, Morwen foi enterrada ali também e Húrin escreveu no túmulo Aqui também jaz Morwen Eledhwen. Quando Beleriand foi inundada o túmulo permaneceu acima das águas e foi chamado de Tol Morwen.
No seu ódio e desespero ele procurou os Haladin,responsabilizando-os pela mortes de sua esposa e filhos, e causou uma revolta que matou o último Haladin da Casa de Haldald. Húrin se encontrou novamente com os proscritos, e juntos foram para Nargothrond, onde Húrin matou o Petty-dwarf Mîm que tinha exigido o tesouro de Glaurung , ganhando uma maldição no ouro recebido. Húrin e os proscritos levaram o tesouro para Doriath, insultando Thingol por dá-lo como uma gratificação pela sua 'óptima proteção' dos parentes de Húrin. Os criminosos não aceitaram isso, e uma amarga batalha aconteceu em Menegroth, levando todos à morte e à uma maldição ainda mais profunda do ouro. Húrin desse modo amaldiçoou Doriath também, levando-o à sua desgraça.

As doces palavras de Melian conseguiram apaziguar a mente conturbada de Húrin, e ele finalmente percebeu que seus feitos tinham apenas ajudado Morgoth. Como um homem derrotado, ele se jogou no mar e se matou. Este foi o fim de Húrin, que ficou conhecido como "o mais poderoso dos guerreiros entre os homens mortais".

e Húrin escreveu no túmulo Aqui também jaz Morwen Eledhwen. Quando Beleriand foi inundada o túmulo permaneceu acima das águas e foi chamado de Tol Morwen.



Dagor Dagorath

Dagor Dagorath é o nome em Sindarin para a Batalha Final, que toma parte na obra do autor britânico J.R.R.Tolkien.
Apesar de O Silmarillion terminar, em sua versão editada pelo filho de Tolkien, com a viagem de Earendi até as Terras Imortais, a versão original termina com a chamada Segunda Profecia deMandos, o Vala responsável pelas Mansões dos Mortos e que tem papel de Oráculo dos Valar. Essa profecia é sobre Dagor Dagorath, freqüentemente chamado O Fim.

A Profecia

De acordo com a profecia feita por Mandos, o ex-Vala Morgoth, ou Melkor, o Senhor do Escuro, descobrirá como atravessar de volta as Portas da Noite, atrás das quais está encerrado no Eterno Vazio desde a Guerra da Ira, e destruirá oSol e a Lua. Eärendil irá retornar de suas vigias no céu e encontrará Manwe, Rei dos Valar, (ou seu arauto Eonwe), Tulkas, outro Vala e Túrin Turambar, humano cuja família foi amaldiçoada por Morgoth.

Todos os Povos Livres da Terra Média então irão participar desta Batalha, os Elfos os Humanos e os Anões como se fossem um só. Junto dos Humanos lutará Ar-Pharazôn, rei de Númenor que permaneceu soterrado no Continente Sagrado por ter desrespeitado a vontade dos Valar e toda sua frota.

Muitos inimigos vão retornar para lutar ao lado de Morgoth. Sauron, cujo espírito arruinado fugiu ao Vazio depois da Guerra do anel irá retornar. Também todas as criações de Morgoth voltarão, como orcs e trolls. Não se sabe se alguns de seus mais poderosos servos, como os Nazgûl, Ancalagon, Glaurung e Gothmog irão retornar como Beren e Lúthien e talvez Scatha e Smaug. Gandalf acredita que o Rei-bruxo e seus Nazgûl não morreram mas foram atirados ao Vazio também, e portanto, retornarão com Sauron.

As forças dos Valar lutarão contra Morgoth, Tulkas principalmente, mas é nas mãos de Túrin Turambar, com sua espada Gurthang, que Melkor sucumbirá, atingido no coração, vingando assim sua família. Então as Pelóri serão niveladas, e as três Silmarils serão resgatadas, do Ar, da Terra e da Água, e o espírito de Feanor, criador das três pedras, será perdoado e poderá deixar os Palácios de Mandos para entregá-las a Yavanna Kementári, que as quebrará e a partir de sua luz, acenderá novamente a vida nas Duas Árvores de Valinor.

A Batalha então findará e renovará a existência do Reino de Arda, a Terra, e todos os Poderes do Oeste voltarão a ser jovens, e os Elfos voltarão a despertar, sem as lembranças de sua vida passada. Em seguida, haverá uma segunda Música dos Ainur, que será cantada para dar existência a um novo Mundo. Nessa música, todos os Filhos de Iluvatar cantarão juntos, tornando-a ainda mais bela que a primeira. Mas dessa Música e do novo Mundo, os Ainur nada sabem.

Como foi dito, apenas na versão original de O Silmarillion essa Segunda Profecia aparece, mas Christopher Tolkien publicou-o sem ela, baseado numa versão do Valaquenta que dizia que não está dito nas profecias de Mandos se a desfiguração de Arda será corrigida. Esse trecho foi usado no desfecho do Quenta Silmarillion. Sem a Profecia, Christopher presumiu que a Dagor Dagorath fora removida também. Ele ficou surpreso ao encontrar referências posteriores a ela e uma nova versão, na qual Beren também retorna para batalhar. Há algumas dicas da Profecia que se encontram no Silmarillion, como no Akallabêth, quando Ar-Pharazôn e seus guerreiros mortais pisaram em Aman e foram soterrados por colinas que deslizaram, aprisionando-os até a Última Batalha e o dia do Julgamento. Outra referência é com relação a Feanor, o criador das Silmarils, e no livro é afirmado que somente no fim é que será revelado de que material essas pedras foram feitas. Sem dúvida isto foi inspirado na lenda Nórdica do Ragnarok.




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Re: Tolkien

Mensagem  Elektra em Seg Nov 08, 2010 8:53 pm

O SENHOR DOS ANÉIS



O Senhor Dos Anéis (The Lord of the Rings) é um romance de fantasia criado pelo escritor, professor e filólogo britânico J.R.R.Tolkien.

A história começa como sequência de um livro anterior de Tolkien, O Hobbit (The Hobbit), e logo se desenvolve numa história muito maior. Foi escrito entre 1937 e 1949, com muitas partes criadas durante a Segunda Guerra Mundial .

Embora Tolkien tenha planejado realizá-lo em volume único, foi originalmente publicado em três volumes entre 1954 e 1955, e foi assim, em três volumes, que se tornou popular. Desde então foi reimpresso várias vezes e foi traduzido para mais de 40 línguas, tornando-se um dos trabalhos mais populares da literatura do século XX.

A história de O Senhor dos Anéis ocorre em tempo e espaço imaginários, a Terceira Era da Terra Média, que é um mundo inspirado na Terra real, mais especificamente, segundo Tolkien, numa Europa mitológica, habitado por Humanos e por outras raças humanóides: Elfos, Anões e Orcs. Tolkien deu o nome a esse lugar a palavra do inglês moderno, Middle-earth (Terra-Média), derivado do inglês antigo, Middangeard, o reino onde humanos vivem na mitologia Nórdica e Germânica. O próprio Tolkien disse que pretendia ambientá-la na nossa Terra, aproximadamente 6000 anos atrás, embora a correspondência com a geografia e a história do mundo real fosse frágil.


O Senhor dos Anéis teve um efeito grande na fantasia moderna, e o impacto de trabalhos de Tolkien é tal que o uso das palavras "Tolkienian" e "Tolkienesque" ("Tolkieniano" e "Tolkienesco") ficou gravado no dicionário de Oxford English Dictionary.

O primeiro volume, A Sociedade do Anel, publicado em 1954, contém um prólogo, no qual são dadas as características dos Hobbits .

O segundo volume, As Duas Torres, publicado alguns meses depois de A Sociedade do Anel, também em 1954, continua a história original com mais personagens.

A saga termina com a publicação em 1955 do terceiro volume, intitulado O Retorno do Rei, que contém diversos apêndices explicativos sobre a história, as línguas, a cronologia da narrativa e outras informações adicionais sobre a mitologia criada por Tolkien para a sua Terra-Média.

O pano de fundo da história é revelado enquanto o livro progride, e elaborado também nos apêndices, no Silmarillion e em Contos Inacabados, os últimos publicados após a morte de Tolkien. Começa milhares de anos antes da ação no livro, com a ascensão do epônimo senhor dos anéis, senhor do escuro Sauron, possuidor de grandes poderes supernaturais, que governava o temido reino de Mordor.
No fim da Primeira Era da Terra Média , Sauron sobreviveu à catastrófica derrota e o exílio de seu mestre, a figura fundamental do mal, Morgoth e durante a Segunda Era Sauron planejou ganhar o domínio sobre a Terra Média. Sob aparência de "Annatar" ou senhor dos presentes ajudou os elfos ferreiros de Eregion, e fomentou a forja dos anéis mágicos que conferenciaram vários poderes e habilidades aos seus portadores, mas Celebrimbor , líder dos elfos ferreiros (muito talentoso e neto de Feanor que criara as Silmarils na Primeira Era), os tinha forjado independentemente de Sauron. Os mais importantes destes foram os dezenove anéis do poder ou os Grandes Anéis.

Então Sauron forjou secretamente um Grande Anel para si próprio, o Um Anel, pois planejava escravizar os portadores dos outros anéis do poder. Este plano falhou em parte porque os elfos tomaram ciência dele e esconderam seus anéis, os Três Anéis Élficos, dando-os aos Sábios de seu tempo (Galadriel,Círdan e Gil- Galad ).

Nesses, Sauron jamais tocou. Sauron lançou-se então à guerra, durante a qual capturou dezesseis dos anéis do poder e os distribuiu aos senhores e aos reis dos anões e dos homens. Estes anéis foram conhecidos como os sete e os nove respectivamente. Os Senhores Anões se provaram demasiado resistentes à escravização, embora seu desejo natural para a riqueza, especialmente ouro, aumentasse; isto trouxe muitos conflitos entre eles e outras raças. Dos sete Anéis que tinham sido dados aos Senhores Anões, Sauron recuperou os que não tinham sido destruídos, e dos nove Anéis presenteados aos Homens, Sauron trouxe todos para sua custódia. Esses humanos portadores dos Nove lentamente se corromperam e transformaram-se conseqüentemente nos morto-vivos ,Nazgûl, os Espectros do Anel, os servos mais temidos de Sauron.

Após 1500 anos, o Numenorianos enviaram uma grande força para destruir Sauron, conduzida por seu poderoso monarca Ar-Pharazôn, o Dourado. Abandonado por seus servos, Sauron rendeu-se e foi feito prisioneiro de Númenor. Entretanto, com perspicácia e força de vontade, começou a aconselhar o rei e envenenou as mentes do Númenorianos contra os Valar. Iludiu seu rei, aconselhando-o a invadir as Terras Imortais para conseguir ser imortal como os Valar e os elfos. Os Valar, ao saberem da invasão, invocaram Eru Ilúvatar, que causou um deslizamento de terras sobre os Númenorianos, e abriu uma grande abismo no mar, destruindo Númenor e separando as Terras Imortais das Mortais. O corpo físico de Sauron foi destruído, mas seu espírito retornou a Mordor e assumiu um nova e terrível forma. Alguns Númenorianos (chamados de Fiéis por não terem deixado de adorar Ilúvatar) também obtiveram sucesso em escapar para a Terra Média. Esses eram chamados de Elendili e foram conduzidos por Elendil e seus filhos Isildur e Anárion.

Depois de cem anos, Sauron lançou um ataque contra os Númenorianos exilados. Elendil formou a Última Aliança dos Elfos e dos Homens com o Elfo-rei Gil-Galad. Marcharam de encontro a Mordor, derrotando os exércitos de Sauron na planície de Dagorlad e sitiaram a fortaleza Barad –dûr, onde Anárion morreu. Após sete anos sitiado, o próprio Sauron foi forçado a vir para fora e entrar num combate com os líderes. Gil-galad e Elendil foram mortos enquanto lutavam com Sauron e a espada de Elendil, Narsil, quebrou-se. O corpo de Sauron foi subjugado e morto e Isildur cortou o Um Anel de sua mão com que sobrara da espada, Narsil, quando isto aconteceu, o espírito de Sauron fugiu e não reapareceu por muitos séculos. Isildur foi aconselhado,por Elrond, a destruir o Um Anel arremessando-o no vulcão da Montanha da Perdição onde foi forjado, mas atraído pela sua beleza, Isildur preferiu conservá-lo para que fosse a herança de seu povo.

Começou assim a Terceira Era da Terra-média. Dois anos mais tarde Isildur e seus soldados foram atacados em uma emboscada por um bando de Orcs no que foi chamado posteriormente de Desastre do Campo do Lis. Quase todos os homens foram mortos, mas Isildur escapou pondo o Anel, que torna invisível quem o coloca. Mas o Um traiu o seu portador, escapando do dedo de Isildur, que foi visto e flechado pelos orcs, e o Anel foi perdido por dois milênios.

Foi então encontrado, por acaso, no rio por um ancestral dos hobbits chamado Déagol. Seu parente e amigo Sméagol o estrangulou para roubar o Anel. Sméagol fugiu para a Montanhas Sombrias depois de ter sido expulso de casa, e nas raízes das montanhas se transformou numa criatura repulsiva e nojenta chamada Gollum.

Em O Hobbit, aproximadamente 60 anos antes dos eventos do Senhor dos Anéis, Tolkien relacionou a história do encontro aparentemente acidental do Anel por um outro hobbit, Bilbo Baggins, que o leva para sua casa, o Condado. Foi somente durante a criação de O Senhor dos Anéis que Tolkien relacionou as histórias. Nem Bilbo nem o mago Gandalf estavam cientes neste momento que o anel mágico de Bilbo era o Um Anel, forjado pelo senhor do escuro, Sauron.

A saga do Anel conta, no final da Terceira Era, a luta entre os povos livres da Terra-média contra Sauron, que procura pelo Um Anel e tem o intuito de dominar toda a Terra-média, assim como seu mestre, Morgoth tentara.





O SENHOR DOS ANÉIS

A IRMANDADE DO ANEL







Frodo Baggins é um hobbit do Shire (Condado), que recebe de seu tio Bilbo um anel de rara beleza. Esse anel tem uma longa história: foi roubado de uma criatura chamada Gollum (como relatado no livro O Hobbit), e desde então ele tem sido guardado por Bilbo.

O Mago Gandalf um velho amigo de Bilbo, percebe o poder que aquele anel possui, não sendo um anel comum, mas sim o Um Anel, artefato mágico forjado por Sauron, o Senhor do Escuro, e que fora perdido numa batalha muito tempo antes. Se recuperado, o Um Anel permitiria a Sauron o domínio definitivo sobre toda a Terra-Média.

O Um Anel, ou Anel do Poder, dera longevidade fora do comum a seu antigo dono, Bilbo, e possuia consciência, uma vontade própria que o conduzia sempre na direção do seu criador e senhor. Gandalf aconselha Frodo a deixar o Condado pois servos de Sauron conhecidos como Nazgûl estão à procura do Um Anel. Gandalf parte em busca de ajuda mas não manda notícias durante vários meses. Frodo decide então deixar o Condado furtivamente, levando consigo seu fiel amigo e jardineiro, Samwise Gamgee, mais conhecido como Sam. Os dois companheiros viajam a pé rumo a Bree, uma vila habitada por Homens, perto da fronteira do Condado.

No caminho, juntam-se a eles dois outros hobbits, Merry e Pippin.

Os hobbits resolvem ir por um atalho que passa através da Floresta Velha, lar de árvores que se comunicam entre si. Dentro da Floresta, os hobbits são salvos de uma árvore violenta por um estranho ser que adora cantar: o enigmático Tom Bombadil, um dos maiores mistérios de Tolkien.

Passando por outros perigos, os hobbits chegam a Bree, e lá aceitam a ajuda de um Guardião chamado Strider(Passo de gigante), amigo de Gandalf, que os guia até Rivendell (Imladris em Sindarin), um reino ainda habitado por elfos, seres imortais, detentores de grande poder, beleza e sabedoria. Mas o caminho ainda é perigoso: o grupo é emboscado no Weathertop (Cume do Tempo) e Frodo acaba apunhalado por um Nazgûl, Espectro do Anel. Strider consegue repelir a ofensiva do Inimigo e foge com Frodo, que está gravemente ferido, e os outros hobbits. Quando estão sendo alcançados novamente pelos Espectros do Anel, o elfo Glorfindel os encontra e os conduz em segurança até Rivendell.

Os Nazgûl tentam detê-los mas são varridos pela inundação súbita do rio Baraduin, invocado por Arwen.

Já curado, Frodo descobre as maravilhas de Rivendell e lá é realizado um conselho liderado por Elrond, o meio-elfo mestre de Rivendell e pai de Arwen, a amada de Strider , cujo verdadeiro nome é Aragorn, que se revela descendente de Isildur e herdeiro do Trono de Gondor.

No Conselho de Elrond são expostos os problemas relacionados ao Um Anel.

Boromir, filho do regente de Gondor, sugere usar o Anel do Poder contra Sauron. Elrond e Gandalf rejeitam a idéia imediatamente e explicam os vários motivos pelos quais não podem usá-lo contra o "Senhor dos Anéis": Sauron é o único e verdadeiro mestre do Anel, pois o forjou, sendo portanto totalmente maligno, além disso, seu poder é grande demais para ser controlado por mortais comuns e mesmo os poderosos entre os povos livres da Terra-Média, como os imortais elfos (Elrond) e os magos (Gandalf), temem inclusive tocá-lo. O poder quase absoluto do anel corrompe o caráter e deforma a personalidade daquele que se atreve a empunhá-lo, ainda que movido por boas intenções. Quem quer que tente derrotar Sauron utilizando magia, acabará se tornando o próximo Senhor do Escuro.

Dada a impossibilidade de utilizar o Um Anel como arma de guerra, é imposta a tarefa de levá-lo até á Montanha da Perdição, um vulcão localizado no centro de Mordor, a Terra Negra do Inimigo, onde o anel fora forjado e também o único lugar onde poderia ser destruído.

Para essa missão, de sucesso improvável, é formada a Sociedade do Anel, composta por nove companheiros: quatro hobbits (Frodo,Sam,Merry e Pippin) dois humanos (Aragorn e Boromir), um elfo (Legolas), um anão (Gimli) e um mago (Gandalf). Frodo seria o Portador do Anel, aquele que deveria lançar o Anel nos fogos de Orodruin .

A Sociedade do Anel parte em direção ao sul. Cientes que essa rota está sendo vigiada pelo Inimigo, o grupo faz um desvio para Leste através das Montanhas Nebulosas, mas são obrigados a voltar por causa da neve e do frio. Um caminho alternativo os leva até a temida Moria, reino subterrâneo dos anões, onde Gandalf é morto lutando com um Balrog, um demônio do mundo antigo.

Os outros companheiros escapam e chegam em segurança a Lothlórien, reino da rainha élfica Galadriel, temida por seu poder mas dotada de rara beleza e sabedoria. Nesse reino encantado, onde o tempo parece não passar, os viajantes recebem auxílio e conselhos. Após algumas semanas de descanso, a Sociedade do Anel, agora liderada por Aragorn,revelado como herdeiro de Isildur e pretendente á coroa de Gondor,parte de Lothlorien em direção ao sul, navegando o grande rio Anduin em canoas construídas pelos elfos da Floresta Dourada. Quando param para descansar próximo às cataratas de Rauros, Boromir tem uma discussão com Frodo, e tenta roubar-lhe o Anel do Poder. Frodo foge e decide ir sozinho para Mordor. Quando os outros membros da Sociedade do Anel vão em busca de Frodo, são atacados por Uruk-hai (sub-espécie de Orc, mais alta e forte) enviados por Saruman, um mago renegado que se aliou a Sauron, mas que também ambiciona o Anel do Poder.

Na luta que se segue, a Sociedade é rompida: Merry e Pippin são capturados pelos uruk-hai , Boromir morre ao defendê-los, Aragorn, Legolas e Gimli decidem resgatar os hobbits aprisionados, Frodo e Sam partem sozinhos para a Montanha da Perdição.




O SENHOR DOS ANÉIS

AS DUAS TORRES





Aragorn, Legolas e Gimli seguem os rastros dos hobbits capturados (Merry e Pippin) e o caminho os conduz até a Floresta de Fangorn. Nela encontram o Mago Branco que inicialmente pensam ser Saruman, o traidor. No entanto, o velho enigmático revela-se Gandalf, que morreu enfrentando o Balrog e retornou da morte para cumprir sua missão na Terra-Média. Os quatro seguem então para Rohan, Terra dos Cavalos. Sua capital Edoras fica no alto de uma colina, onde os rohirrim ergueram Meduseld, O Palácio Dourado. Nele vive o rei Théoden, cuja mente fora envenenada por Saruman através de um agente infiltrado, o conselheiro Gríma Wormtongue (Língua-de-cobra). Gandalf expulsa Grima, cura o rei de seus males, e o aconselha a enfrentar a ameaça de Saruman e partir rumo a Isengard, fortaleza de Saruman, com todos os guerreiros disponíveis

Enquanto isso, os hobbits Merry e Pippin conseguem escapar dos uruk-hais, e fogem para o interior da Floresta de Fangorn. Lá encontram treebeard (Barbárvore), um Ent, um gigante em forma de árvore, e cujas origens remontam a tempos muitíssimo mais antigos que a Terceira Era, na qual se passa essa história.

Barbárvore leva Merry e Pippin a sua casa, onde descansam enquanto os Ents são convocados para uma reunião (o "Entebate") no qual se discute, na lentíssima língua dos ents, o que fazer com o Inimigo Saruman. Os Ents decidem ir à guerra e partem rumo a Isengard. Os Ents invadem a fortaleza de Saruman, massacram os odiados orcs, que haviam derrubado muitas árvores de Fangorn, e apagam as fornalhas de Isengard desviando o curso do Rio Isen. Todo o círculo de Orthanc é inundado, ficando Saruman isolado pelas águas em sua Torre de pedra.

De volta a Rohan, o rei Theoden envia velhos, mulheres e crianças para a segurança do Templo da Colina, um refúgio nas montanhas, enquanto os cavaleiros de Rohan partem em direção a Isengard. Entretanto, são obrigados a fazer um desvio que os leva até a Helm´s Deep (Abismo de Helm), um estreito desfiladeiro onde os rohirrim construíram uma fortaleza de pedra (o Forte da Trompa). Nela, as tropas de Rohan buscam refúgio mas acabam sitiadas pelos Uruk-hai de Saruman. Após horas de batalha sangrenta, os orcs são derrotados com a ajuda de outras tropas de Rohirrim, trazidas por Gandalf. Os Orcs remanescentes fogem mas são massacrados pelos Huorns, Ents mais arvorescos, que buscam vingança pela destruição da Floresta de Fangorn.

Finda a Batalha do Abismo de Helm, o rei Theoden, Gandalf, Aragorn, Legolas e Gimli, cavalgam até Isengard. Ao chegarem lá, encontram Merry e Pippin sãos e salvos, e surpreendem-se com os hobbits se fartando com as provisões de comida, vinho e fumo da fortaleza do Inimigo. Numa última e desesperada tentativa, Saruman procura seduzir o grupo com sua voz persuasiva, quase hipnótica, mas Gandalf anula o feitiço e ainda o expulsa da ordem dos Istari, quebrando seu bastão. Nesse momento, Gríma língua-de-cobra atira da Torre de Orthanc um Palantír, pedra vidente que é capaz de comunicar-se com outras semelhantes. Gandalf recolhe-a para posterior averiguação.

À noite no acampamento, Pippin, em sua incontrolável curiosidade, agarra o Palantír e olha para o seu interior, e numa visão, vê o próprio Sauron, mas por sorte não revela nada dos planos dos povos livres, e ainda vê uma parte dos planos do Senhor dos Anéis: seu primeiro ataque será contra a capital do Reino de Gondor, a cidade de Minas Tirith.

Gandalf parte então com Pippin para Minas Tirith a fim de alertar Gondor da guerra iminente, encerrando assim a primeira parte de As Duas Torres.

A segunda parte do livro, que fala sobre Frodo e Sam, inicia-se com a captura de Gollum. Em troca de sua liberdade, ele promete levar os dois até Mordor, onde fica a Montanha da Perdição.

Mas Gollum não é totalmente fiel, nem totalmente sincero. Apenas Sam é capaz de perceber suas verdadeiras intenções. Gollum é uma criatura velha e "pegajosa" que já foi um hobbit, mas que foi possuído pelo poder do Um Anel, e jamais conseguiu libertar-se dessa atração: um lado de sua personalidade dividida quer levar os hobbits até Mordor em segurança, mas a outra pretende matá-los e apossar-se do Anel que lhe foi roubado.

Atravessando vários lugares, os hobbits são guiados até o Portão Negro de Mordor, mas este está fechado, e os hobbits, conduzidos por Gollum, seguem outro caminho.

Ao pararem para descansar e comer, Frodo e Sam testemunham uma batalha entre Homens de Gondor e os Haradrim, aliados de Sauron. Gollum desaparece e os hobbits são capturados por uma patrulha chefiada por Faramir, irmão de Boromir. Frodo e Sam são levados até um esconderijo situado atrás de uma cachoeira onde Sam inadvertidamente revela o objetivo da missão (a destruição do anel do poder).

Frodo repreende Sam e teme que Faramir seja como seu falecido irmão e queira tomar o anel para si. Entretanto, para sua surpresa, Faramir revela grande força de caráter e nobreza de coração, e os liberta para que possam cumprir sua tarefa.

Os hobbits reiniciam sua jornada para Mordor, com Gollum como seu guia, e decidem atravessar as montanhas através de Cirith Ungol, local de má fama, considerado maldito e perigoso. Este caminho os leva até uma escada talhada em um paredão de rocha, que termina num túnel. O plano de Gollum, que se rendeu ao mal, é guiá-los através desse túnel e lá dentro entregá-los a Laracna, uma aranha gigantesca, descendente da terrível Ungolian. O esquema de Gollum funciona em parte: Frodo é picado por Laracna, mas Sam luta desesperadamente contra o terrível aracnídeo e acaba derrotando-o com um golpe de espada num ponto fraco de sua couraça.

Convicto da morte de Frodo, Sam decide assumir o fardo do anel e completar a missão de seu mestre. Nesse ínterim, uma patrulha de orcs se aproxima, e Sam volta para evitar que o cadáver de Frodo vire carniça de orcs. Sam ouve a conversa dos servos de Sauron e tem um choque ao saber que Frodo na verdade não estava morto, apenas inconsciente.As Duas Torres termina com os orcs levando o adormecido Frodo para a Torre de Cirith Ungol e com o Hobbit Samwise Gamgee em desespero, que tem de escolher entre continuar a missão do Anel ou tentar salvar Frodo das garras dos orcs.





O SENHOR DOS ANÉIS

O REGRESSO DO REI






Gandalf e Pippin entram na cidade de Minas Tirith, onde se encontram com Denethor, regente do reino de Gondor. Gandalf o avisa da guerra próxima, e o regente pede a ajuda de Rohan, mas revela seu rancor por Aragorn, que, sendo descendente direto do último rei, é o herdeiro legítimo do trono de Gondor .

Merry, entretanto, permanece com os rohirrim, para servir ao rei Théoden que reune todos os guerreiros aptos de seu reino e parte para a guerra em Minas Tirith. Junto com ele vão Aragorn, Legolas e Gimli.

Enquanto isso, Sam, penetra na torre de Cirith Ungol, e resgata Frodo, que era mantido prisioneiro. Com muita sorte, ambos escapam dos muitos orcs ,e entram em Mordor, uma imensa terra devastada, coberta de pó, cinza e fogo, cujo próprio ar é carregado de fumaça venenosa.

Aragorn toma posse da Palantír de Orthanc (que Língua de Verme atirou pela janela) pois é ele o herdeiro legítimo da Pedra, e revela-se a Sauron, numa tentativa de desviar o seu olhar de Mordor, dando assim uma hipótese a Frodo e Sam de cumprirem a sua missão. Grande é o choque de Sauron ao saber que há ainda um herdeiro de Isildur na Terra Média, e com força para o desafiar. Aragorn também vê pela palantír aproximar-se de Minas Tirith uma grande esquadra dos corsários, e sabe que não chegará a tempo de prestar socorro a Gondor se for com os cavaleiros de Rohan pelo caminho das Montanhas. Decide então ir pelo Caminho dos Mortos, com Legolas, Gimli e os Dúnedain (formando a Companhia Cinzenta), O Caminho dos Mortos atravessa as Ered Nimrais e lá se encontram as almas dos homens que não tinham cumprido o juramento de lutar contra Sauron, quando Isildur os convocou. Os mortos haviam jurado lutar ao lado de Gondor mas fugiram para as montanhas quando foram chamados à guerra. Isildur então os amaldiçoou a não terem paz, nem na vida nem na morte, até que sua promessa fosse cumprida.

O pavor que sentiam ao percorrer as cavernas da montanha é enorme, sentindo-se sempre seguidos pelos mortos, mas a força de Aragorn impele-os a continuar. Ao chegarem à Pedra de Erech, Aragorn assume o seu papel de herdeiro de Isildur e convoca os espíritos a cumprirem o antigo juramento para, finalmente, poderem descansar em paz. São então seguidos pelas hostes dos mortos e vencem os corsários de Umbar, que ao verem tal exército entram em pânico, tornando-se presas fáceis. Assim o exército dos mortos fica liberto do seu juramento e a Companhia Cinzenta, com os prisioneiros dos corsários que querem seguir Aragorn, partem para Minas Tirith nos seus barcos.

Conseguem chegar a Minas Tirith inesperadamente e com grande alegria de todos os que combatiam contra Sauron, que viram renovada a sua esperança ao verem a bandeira de Elendil no barco dos Corsários. Com a força de Aragorn viram a maré do combate e destroçam as forças de Sauron na Batalha dos Campos de Pellenor, que ainda não fora a batalha definitiva, os exércitos de Gondor e Rohan, marcham rumo ao Portão Negro de Mordor. O objetivo da arriscada manobra é atrair os exércitos remanescentes do Inimigo e esvaziar a Terra Negra, possibilitando a passagem de Frodo e Sam até á Montanha da Perdição, onde o Anel do Poder poderia ser destruído.

Tudo ocorre como previsto: os exércitos de Mordor caem na armadilha. Frodo e Sam conseguem passar, todavia antes de entrarem na Montanha da Perdição, encontram Gollum em seu caminho. Os hobbits se separam, Frodo entra nas Fendas da Perdição, uma câmara no vulcão que dá acesso à lava chamejante. Quando já está à beira do precipício, surpreendentemente, Frodo é dominado pelo Anel do Poder e o reivindica para si: "o anel é meu, não vou destruí-lo!". Nisso, Gollum intervém, ele e Frodo lutam ferozmente, até que Gollum arranca o anel das mãos de Frodo. Gollum escorrega e cai acidentalmente (ou não) na lava ardente, levando consigo o Um Anel, que é destruído, assim como Sauron, cujo espírito estava vinculado ao anel, e seus servos orcs, que dependiam de sua força e comando.

Aragorn então assume o trono de Gondor com o nome élfico Elessar, sendo coroado Rei por Gandalf, e se casa com a meia-elfa Arwen ( este é o terceiro e último casamento entre elfos e Homens na Terra Média).
Tem início assim a Quarta Era, a era do Domínio dos Homens.

Os quatro Hobbits então retornam para o Condado, tendo que enfrentar um último inimigo: Saruman que se apossou do Condado. Mas o mago acaba morto pelas mãos de Grima Língua-de-cobra, e a paz volta à terra dos hobbits.

O livro termina com a partida para as Terras Imortais (Aman) de Gandalf , Galadriel, Elrond assim como dos hobbits Frodo e seu tio Bilbo, que, embora mortais, conquistam o direito de viver o resto de seus dias junto aos Elfos e aos Valar, como reconhecimento de sua lealdade e sacrifício durante a Guerra contra Sauron e por terem sido portadores do Um Anel.

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Re: Tolkien

Mensagem  Laracna em Qui Nov 11, 2010 7:45 am

Tolkien foi um gênio. Suas narrativas são repletas de magia, divertimento... Nunca o épico foi tão bem escrito.

Ainda não tive a oportunidade de ler os demais livros além do Senhor dos Anéis.

Você já leu todos, Elektra?

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Re: Tolkien

Mensagem  Elektra em Qui Nov 11, 2010 2:55 pm

Faltam-me dois, o Tom Bombadil e os filhos de Húrin, que tenciono comprar em breve.
Os restantes já os li diversas vezes, não consigo me cansar deles.Mesmo sabendo como acabam,volto a lê-los sempre com muito entusiasmo.

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Re: Tolkien

Mensagem  Laracna em Sex Nov 12, 2010 8:51 am

Eu dei de presente ao meu namorado a coleção completa, mas eu nunca li. Ele é que leu todos várias vezes.

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Re: Tolkien

Mensagem  Inominável Ser em Ter Nov 16, 2010 10:02 am

Vocês leram essas obras no idioma original?

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Re: Tolkien

Mensagem  Elektra em Ter Nov 16, 2010 5:02 pm

Eu li na versão traduzida para português.Mas as línguas criadas por Tolkien aparecem no livro na sua forma original com a tradução a seguir.

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Re: Tolkien

Mensagem  Laracna em Ter Nov 16, 2010 9:34 pm

Acho as línguas do Tolkien muito bonitas, bem elaboradas. Nunca li nenhum em versão original.

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Re: Tolkien

Mensagem  Inominável Ser em Qua Nov 17, 2010 8:52 am

Em inglês, você já leu, Elektra?

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Re: Tolkien

Mensagem  Elektra em Qua Nov 17, 2010 2:57 pm

Em inglês li Steinbeck.

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Re: Tolkien

Mensagem  Inominável Ser em Qua Nov 17, 2010 8:55 pm

E você, Laracna?

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Re: Tolkien

Mensagem  Laracna em Sex Nov 19, 2010 7:24 am

Nunca li nenhum em inglês. Mas é uma idéia boa, mas os livros importados por aqui no brasil são muito caros... Vou pensar no assunto.

E qual seria o Steinbeck, Elektra?

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Re: Tolkien

Mensagem  Elektra em Sex Nov 19, 2010 5:47 pm

John Steinbeck, é um escritor afamado,dele li o "The Red Pony" e o "The Pearl", em inglês,muito bom.Foi um escritor que chegou a ganhar o prémio nobel da literatura em 1962.
Li-os pois faziam parte da disciplina de Inglês na escola.

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Re: Tolkien

Mensagem  Laracna em Qua Nov 24, 2010 9:10 pm

Acho que eu não li nenhum clássico nas minha aulas de inglês. O ensino de inglês por aqui é meio precário...

Tem um livro de Tolkien, As Aventuras de Tom Bombadil, eu acho, que foi lançado aqui no Brasil em edição bilíngue. Eu até comprei, está chegando... Essa edição saiu em Portugal também, Elektra?

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Re: Tolkien

Mensagem  Elektra em Qui Nov 25, 2010 9:53 pm

Aqui em Portugal existem as edições traduzidas em português e as edições originais em igual número.

Ariana²

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Re: Tolkien

Mensagem  Ariana² em Sex Jan 21, 2011 8:29 pm

O que eu acho genial e até engraçado no Tolkien é o detalhamento de tudo nas histórias dele. Para ele, não bastava apenas falar que a personagem estava em uma sala, ele tinha que escrever a cor, o tamanho, os móveis (o detalhe dos móveis), o que ele estava comendo. Acredito que esta seja a maior dificuldade para os leitores de primeira viagem. Tenho a coleção do Senhor dos Anéis, O Hobbit e O Silmarillion (que para mim é o melhor deles) e sempre que eu leio parece novo para mim de tão envolvente que é.

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Re: Tolkien

Mensagem  Laracna em Sex Jan 21, 2011 9:10 pm

Detalhismo é o forte dele, com a mais absoluta certeza, Ariana. Quando li O Senhor dos Anéis pela primeira vez, eu tinha meu 11 anos e custei a chegar ao final, de tantas eram as descrições...

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Re: Tolkien

Mensagem  Inominável Ser em Seg Jan 24, 2011 11:51 am

Quantas páginas de Tolkien se concentram em descrições, no mínimo, por livro?

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Re: Tolkien

Mensagem  Elektra em Seg Jan 24, 2011 7:22 pm

São muitas meu amigo.... Very Happy ele descreve tudo!
Mas isso é talvez uma das caracteristicas que eu mais gosto nele, porque as descrições são tão perfeitas,tão cuidadas que tu ao leres os livros tu "vês" o que ele escreve, se fechares os olhos é como se estivesses lá ao lado dos personagens, a sentir o que eles sentem, a partilhar o que eles veem, e estas descrições não são enfadonhas antes pelo contrário, tu sentes que são necessárias á história e nem sentes que são longas.

Ariana²

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Re: Tolkien

Mensagem  Ariana² em Seg Jan 24, 2011 8:49 pm

Ele era simplesmente um gênio, criou várias línguas, vários cenários (todos enriquecidos com detalhes). Por mais que essas "criações" dele já tenham existido de algum modo (como elfos, e hobbits (os tradicionais halflings)) a história dele é bem original, não é uma simples cópia.

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Re: Tolkien

Mensagem  Inominável Ser em Ter Jan 25, 2011 1:16 pm

Parece que é extraordinário ler uma obra dele...

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Re: Tolkien

Mensagem  Elektra em Ter Jan 25, 2011 5:46 pm

É uma viagem para outro mundo do qual guardas uma boa recordação,é uma leitura que repetes vezes e vezes sem conta com imenso prazer.

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Re: Tolkien

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